<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816</id><updated>2011-12-15T10:09:45.438-02:00</updated><category term='Hierarquia'/><category term='conclusão; teoria'/><category term='projetos'/><category term='Bia; Conto.'/><category term='Lirismo'/><category term='Joana; Conto.'/><category term='Giovanna'/><category term='Olhos'/><category term='to him'/><category term='não admitir'/><category term='Fora de frequência'/><category term='adeus'/><category term='tortura'/><category term='crônica;'/><category term='reality.'/><category term='dream'/><category term='VINI VIDI VICI'/><category term='Amigos. Um zodíaco todo de amigos.'/><category term='Puzzle'/><category term='duelo'/><category term='mulher'/><category term='ausência'/><category term='sangue'/><category term='Raiz'/><category term='Teorias; Murphy; Eistein; Newton.'/><category term='não aceitar'/><category term='Diana Grafite'/><category term='Chat'/><category term='saliva'/><category term='Language barriers'/><category term='Arab'/><category term='nirvana'/><category term='Comunidade'/><category term='Vencer'/><category term='tatuagem'/><category term='Concurso; Passageiro; Para Márcia Regina.'/><category term='Você vê o SISTEMA?'/><category term='Orkut'/><category term='as escamas da fênix'/><category term='relaxamento'/><category term='reflexão'/><category term='negar'/><category term='Religion'/><category term='a poesia de cada dia...'/><category term='morte'/><title type='text'>Peixe na água</title><subtitle type='html'>Primeiro você escreve algumas palavras, depois vai colocando uma atrás da outra... É tudo muito natural, peixes no lugar certo. Talvez você não passe muito tempo aqui, talvez volte mais tarde, saiba que é bem-vindo. Os textos sem ninguém para lê-los morrem, e não há morte mais lamentável que a morte do que não foi lido. Textos na água.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-4513355058548543773</id><published>2011-12-10T16:57:00.001-02:00</published><updated>2011-12-10T17:00:02.133-02:00</updated><title type='text'>Os olhos mais azuis do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gpyD2LM-xS4/TuOqaq-byAI/AAAAAAAAAPI/v-SGdBtmtYU/s1600/cris+mancuso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-gpyD2LM-xS4/TuOqaq-byAI/AAAAAAAAAPI/v-SGdBtmtYU/s1600/cris+mancuso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje eu perdi uma amiga. Soube agora, pelo facebook, que Cris Mancuso faleceu. A princípio eu não acreditei, e&amp;nbsp;liguei para o celular dela. Sua irmã atendeu e me disse que ela teve um infarto e foi cremada hoje pela manhã. Não sabia o que dizer, e disse que sentia muito, e eu sinto tanto...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A Cris era muito jovem. Era uma das pessoas mais&amp;nbsp;generosas que já conheci. Ela era serena,&amp;nbsp;ficava linda de cabelo curto e tinha os olhos mais azuis do mundo, com círculos azul-escuros em volta de suas íris azul-claras.&amp;nbsp;Ela era minha amiga. Dessas amigas que te entendem completamente. Que conversam com você sobre tudo, que te dão apoio e cuja voz você sempre reconhece seja ela escrita ou pelo som. Que riem de você mesmo que te deixem com vergonha, por que sabem que você não vai se importar no final das contas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cris falava baixinho e era gentil sempre. E eu me lembro de como ela pronunciava as vogais. Como por exemplo o "ei" da palavra "peixe".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Ela adorava gastronomia, cozinhava muito bem. Sabia fazer bombons e ovos de chocolate. Uma vez ela fez pra mim. Lembro de como ela juntava as mãos quando estava nervosa, olhando para as unhas e franzindo a testa, lembro dela dirigindo, e lembro de como ela amava os gatos que tinha, e de como mexia no cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Ela adorava conversar, conversávamos horas e horas. E ela era tão especial. Uma pessoa que não conseguia jogar caixas de leite fora sem reciclar, uma pessoa que era tão doce, tão verdadeira... tão míope e engraçada. Ela era uma dama, uma pessoa sincera, de quem eu gosto muito. E dói demais a falta que ela vai fazer no meu futuro, os lugares em que ela não estará, as vezes em que não sairá comigo para um novo lugar (ou para um lugar antigo), as conversas que não teremos. Ela merecia coisas muito boas, talvez tão boas que esse mundo não possa oferecer a ela. Talvez por isso ela tenha tido que ir. Mas mesmo assim dói ter perdido essa amiga, essa mulher maravilhosa com quem cresci tanto, que me mostrou tanta coisa, com quem aprendi tanto. E ela era tão jovem e tão bonita, e hoje a beleza dela, sua voz, seus olhos, tudo&amp;nbsp;ecoa dentro de mim, e é uma pena que o que sobrou da Cris esteja somente dentro de mim e das pessoas cujas vidas ela iluminou. Eu não mereço e não queria essa herança. Já perdi amigos, mas por futilidades e coisas que parecem estúpidas em um momento como esse. Essa é a primeira vez em&amp;nbsp;que perco&amp;nbsp;uma amiga&amp;nbsp;tão próxima, tão&amp;nbsp;íntima,&amp;nbsp;para sempre.&amp;nbsp;E como eu vou sentir a falta dela.&amp;nbsp;Se ela estivesse aqui, brigaria comigo, me diria para parar&amp;nbsp;logo com o drama, que estava tudo bem, e iria me abraçar&amp;nbsp;consolar com sua voz tão baixinha e&amp;nbsp;pequena&amp;nbsp;"É, Lu... é fogo..." e é mesmo... Não existem palavras, só os ecos das palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Vá com Deus, Cris, obrigada por tudo. Espero ter retribuído seu carinho ainda em vida, e de qualquer forma, nos veremos em breve. O tempo passa rápido. Vou cuidar para ir para um lugar tão lindo quanto o que você está agora, para que possamos conversar ainda muitas vezes. Você mudou quem eu era e foi um exemplo em muitas coisas. Eu me lembrarei de você sempre com todo o carinho. Eu te amei muito. Até.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-4513355058548543773?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/4513355058548543773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=4513355058548543773' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4513355058548543773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4513355058548543773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/12/os-olhos-mais-azuis-do-mundo.html' title='Os olhos mais azuis do mundo'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gpyD2LM-xS4/TuOqaq-byAI/AAAAAAAAAPI/v-SGdBtmtYU/s72-c/cris+mancuso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-8095954192171737916</id><published>2011-08-11T01:04:00.000-03:00</published><updated>2011-08-11T01:04:37.257-03:00</updated><title type='text'>The taste of the (now) rotten fruit one did not try</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YupyzkdabuM/TkNUs91IpbI/AAAAAAAAAPE/_7BI0iylz8I/s1600/Glass-Apples-Wallpaper-fruit-2500605-1600-1200.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-YupyzkdabuM/TkNUs91IpbI/AAAAAAAAAPE/_7BI0iylz8I/s320/Glass-Apples-Wallpaper-fruit-2500605-1600-1200.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;It was a cloudy day and she was walking at her own pace. “No need to hurry. Not now.” She thought. It was pleasant to walk having trees around her. Her mind was floating back and forth between nothing and blurred thoughts she would not be able to remember even if she tried very hard. Forgetting what one thinks was hard, but do-able. Letting go of the pain, however, was impossible. She noticed a tree whose trunk was carved with dozens of names, maybe a hundred of them. Maybe more. She saw herself in that tree. She was the tree, carved with silent scars shaped as names of people who had been in her life once and forever on.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Her fingers touched one of the names. The writing was deep, quite visible and impossible to ignore. She felt sorry for the tree, as that name had been so mercilessly written on it. Illogically, she needed to let out one of the invisible names that had been carved into her core. She picked up a sharp stone and carved out of her the word “Nathan” on the trunk. As she had urged to be close to him for a more extensive time than what she could bare, her second instinct was to write her own name under it. Yet, something kept her from doing so. Instinctively, she walked towards a tree which stood right in front of the first one and there she wrote her name. Her name would watch Nathan’s from a distance, knowing she could never have him. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Why does life have to ache?” Life was painful. It was exhausting. There were many things left unsaid. Things Nathan could have done, words she wanted him to have heard. Their moment had blossomed and grown mature as a fruit does. It had also turned rotten for no one had chosen to pick the fruit up. No one had been brave enough to taste it, and that fruit’s flavor would never be felt. It would never have a second chance to be as sweet as it could have been. Maybe some fruits are meant to rotten. Maybe it is their fate. All that was left now was the memory of something that could have been sweet to taste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;The fruit that is not chosen cannot complete its life circle. It dies from its rejection, it fails. Could a rotten fruit’s seed give life to a healthy one? Was love as fragile and ephemeral as she thought? All people were trees with invisible scars on them. A question that was constantly in her mind was if her name had been written on anyone as painfully as Nathan’s inscription had been to her. Did Nathan himself think of her?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Life was aching. Trees grow taller but cannot escape their roots. She was a prisoner. All people were.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-8095954192171737916?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/8095954192171737916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=8095954192171737916' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8095954192171737916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8095954192171737916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/08/taste-of-now-rotten-fruit-one-did-not.html' title='The taste of the (now) rotten fruit one did not try'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YupyzkdabuM/TkNUs91IpbI/AAAAAAAAAPE/_7BI0iylz8I/s72-c/Glass-Apples-Wallpaper-fruit-2500605-1600-1200.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5146133212557477617</id><published>2011-05-24T20:16:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T20:24:03.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puzzle'/><title type='text'>O bom, o mau e o humano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele contava mais uma vez a mesma história, falava de como a vida era injusta e como ele era bom demais para passar pelas dificuldades que insistiam em persegui-lo. A mesa estava cheia de conhecidos e amigos, e ele, é claro, tinha toda a atenção. Quando teve a chance, ela o segurou pela mão e, com seus olhos estreitos e&amp;nbsp;firmes e&amp;nbsp;a voz calma que sempre&amp;nbsp;anunciava perigo: "Não fala mais disso não, vamos falar de outras coisas agora, de coisas melhores." Ele entendeu muito mais do que ela disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dentro do ônibus, ele ouvia "Somewhere over the rainbow" e começou a fazer uma lista&amp;nbsp;das melhores músicas suicidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela chorava sozinha, e não conseguia erguer a própria cabeça para se olhar no espelho. Concluiu que sentia vergonha de não saber ser alguém que não fosse ela mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De longe , ela os vê abraçados e sabe que eles se amam, ela senta, a&amp;nbsp;cabeça baixa, e se pergunta o motivo de várias coisas. Seu ceticismo fracassa e ela tem que admitir, pela primeira vez, que não controla o que sente. Um amigo a vê, ele sabe o que foi, ele também viu. Eles não precisam se falar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ele a&amp;nbsp;empurra para o lado com o ombro e ela sorri por que sabe que ele não quer vê-la chorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele tem muito para dizer mas não diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela acha que aquele poema era pra ela. A música era pra ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um dia ele a olha&amp;nbsp;sorrindo e diz: "Acho que naquela&amp;nbsp;época você salvou nossa amizade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela pede desculpas pelo erro.&amp;nbsp;A outra diz que precisa de tempo. Depois do tempo nunca mais seriam&amp;nbsp;amigas e nunca mais foram. Ela acha que era pra ser assim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Você é uma melhores&amp;nbsp;e mais generosas pessoas que já conheci." Ela disse. A outra sorriu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele&amp;nbsp;dissera que tentava não ficar chateado com ela, mas que era difícil. Doera ouvir, mas foi o que os salvou pela primeira vez. Ela sabia crescer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela o vê e fica tão feliz que o abraça. Depois percebe que não podia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando abre a pasta e tira as folhas sente o cheiro do perfume dela. Tem medo de aspirar demais e esgotá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Olha para a irmã e não se vê. Alguns minutos depois a ouve falar, e encontra a si na fala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele diz que a&amp;nbsp;ama. Ela sabe, ela vê. Percebe que crer é acreditar sem provas, e que amar&amp;nbsp;precisa ser&amp;nbsp;um pouco disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Vê fotos e se emociona.&amp;nbsp;Haviam criado laços de amizade&amp;nbsp;depois de adultos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eles não sabem o que está acontecendo de verdade, mas insistem em criar hipóteses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A proximidade é extremamente perigosa para ela, que se pergunta o motivo de estar mais perto do que nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela pede para ele mentir e&amp;nbsp;ele não mente porque sabe que&amp;nbsp;a verdade pode causar muito mais dano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #c27ba0; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eles dançam&amp;nbsp;num lugar em chamas. Eles&amp;nbsp;vão perder&amp;nbsp;os sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5146133212557477617?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5146133212557477617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5146133212557477617' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5146133212557477617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5146133212557477617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/05/o-bom-o-mau-e-o-humano.html' title='O bom, o mau e o humano'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-9023148454403738708</id><published>2011-02-18T12:46:00.001-02:00</published><updated>2011-02-18T12:48:08.180-02:00</updated><title type='text'>Realidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrei&amp;nbsp;uma foto na internet em uma coleção de fotos que parecem ter sido editadas mas não foram. É uma garota deitada no céu. Ela é real. Penso em versões da realidade e lembro-me da minha qualidade pisciana de confundir os dois, digo, o real e o que parece real dependendo do&amp;nbsp;ângulo. Outro dia fiz um desenho de uma pessoa&amp;nbsp;que caía em um&amp;nbsp;grande buraco com nome de realidade. Achei que era eu. Não sabia o que aconteceria quando o tempo concluísse a minha queda. As quedas são dolorosas tamanha a facilidade do sonho para mim. Eu nunca busquei ser assim. Somos o que somos. Estou pensando nisso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nyKZdSPz3qU/TV6F3O1CRBI/AAAAAAAAAPA/UczC3QOXPD0/s1600/falling-up+nikki+jane.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-nyKZdSPz3qU/TV6F3O1CRBI/AAAAAAAAAPA/UczC3QOXPD0/s320/falling-up+nikki+jane.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-9023148454403738708?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/9023148454403738708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=9023148454403738708' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/9023148454403738708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/9023148454403738708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/02/realidade.html' title='Realidade'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nyKZdSPz3qU/TV6F3O1CRBI/AAAAAAAAAPA/UczC3QOXPD0/s72-c/falling-up+nikki+jane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-1916825364054900174</id><published>2011-02-12T11:33:00.001-02:00</published><updated>2011-02-12T11:53:01.220-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saliva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tortura'/><title type='text'>Saliva e Sangue</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BYhqMfCOPK8/TVaLjrKXweI/AAAAAAAAAO8/0f5A0aQd8HA/s1600/Blood_and_Water_by_curi0us_bLasphemy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-BYhqMfCOPK8/TVaLjrKXweI/AAAAAAAAAO8/0f5A0aQd8HA/s200/Blood_and_Water_by_curi0us_bLasphemy.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Começou com uma seringa. Nem chegou a doer, só sentiu umas picadas agudas.&amp;nbsp;Depois de alguns minutos&amp;nbsp;não sentia mais dor alguma, não sentia mais a pele, partes dela adormeciam como se mortas. Apesar do entorpecimento, sentia o peso, a força e a vibração das coisas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Deixou os olhos bem abertos, olhava para a luz e tentava ver a si mesma no reflexo dos olhos&amp;nbsp;que a olhavam. Sentia a própria pele sendo cortada e o sangue vazando como água que sai de calhas em chuva furiosa. Nada podia fazer. Suas mãos pesavam e apesar de&amp;nbsp;todos os seus instintos&amp;nbsp;nada fazia.&amp;nbsp;Uma mulher sugava o sangue com um tubo pequeno e a outra a empurrava com diversos objetos que ela não conseguia identificar, mas sabia que era com muita força.&amp;nbsp;"Isso vai doer quando a anestesia passar." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;A médica usava as mãos para manter sua boca aberta, e depois de muito abrir e mexer, pegou um alicate. Ela sentiu o alicate segurar o dente e fechou um pouco a boca como&amp;nbsp;a Dra.&amp;nbsp;mandara através da máscara. A mulher então segurou o alicate e o forçou para baixo como quem abre a maçaneta de uma porta. Ouviu algo quebrar,&amp;nbsp;e junto&amp;nbsp;ao som veio a indomável sensação de que havia algo errado. Fechou os olhos, respirou pelo nariz "lembre-se de respirar, você não está respirando" disse a si mesma.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;Dra. garantiu que não havia sido nada, era só&amp;nbsp;o esmalte. A raiz estava&amp;nbsp;intacta.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;A médica&amp;nbsp;pediu&amp;nbsp;ajuda à&amp;nbsp;outra para abrir mais um pouco a gengiva&amp;nbsp;e por isso ela visualizou uma grande abertura&amp;nbsp;na própria boca.&amp;nbsp;Sentia a saliva, a água e o sangue e tentou não engolir. Constantemente pensava que aquilo podia ser um tipo de tortura. Mais cortes, mais água, mais saliva e sangue, e enfim ela disse que não havia mais dente. Tinha acabado. Ela sentiu&amp;nbsp;algo na boca, uma sensação exata de que seu enorme dente desenraizado estava pendurado por alguma pele na gengiva, olhou para a médica com olhos desconfiados, certa de que o dente estava lá, então a médica lhe mostrou o dente extraído, pedaços de gengiva cor-de-rosa&amp;nbsp;ainda pendurados, quando sentiu de novo algo pendurado na boca, e instintivamente colocou a mão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Expirou em alívio ao sentir que nada mais era&amp;nbsp;além do&amp;nbsp;o tubo que lhe sugava o sangue. A médica pegou uma longa agulha&amp;nbsp;como nunca tinha visto e uma grossa&amp;nbsp;linha preta. Não tinha acabado afinal. E não parecia que acabaria. Sentiu a gaze áspera na gengiva e na lateral da língua e era tudo muito desagradável, não sentia a agulha, mas observava a médica puxar e recolocar a linha incontáveis vezes. A médica lhe deu um algodão para morder.&amp;nbsp;"A cirurgia foi ótima."-foi o que ela disse. Mas a paciente não podia rir do absurdo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-1916825364054900174?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/1916825364054900174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=1916825364054900174' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1916825364054900174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1916825364054900174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/02/saliva-e-sangue.html' title='Saliva e Sangue'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BYhqMfCOPK8/TVaLjrKXweI/AAAAAAAAAO8/0f5A0aQd8HA/s72-c/Blood_and_Water_by_curi0us_bLasphemy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5354782483790584839</id><published>2011-01-05T10:43:00.000-02:00</published><updated>2011-01-05T10:43:36.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a poesia de cada dia...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo'/><title type='text'>Eu não quero esquecer disso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;São Gonçalo, 4 de janeiro de 2011. Era uma terça feira de chuviscos e céu cinza, e eu havia decidido ir ao mercado -aonde eu nunca vou- por que decidira melhorar definitivamente minha alimentação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Voltando do mercado e me concentrando no peso das compras eu tinha esquecido da falta de rumo que havia me atormentado nos dias anteriores. Eu não havia me sentido completa em lugar nenhum, e aonde quer que eu fosse, não conseguia fugir de mim mesma. Meu maior fardo. As compras haviam conseguido afastar o pensamento e a falta de lar temporariamente. Sei que preciso encontrar meu lugar dentro de mim, mas nos últimos dias o meu interior era o lugar que eu mais queria evitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ouvi um suspiro de cansaço ao meu lado e achei que era alguém da faculdade, dado o bairro no qual eu me encontrava. Olhei para o lado e uma mulher que eu jamais havia visto se desculpou, perguntando se me havia assustado. Respondi que não, que achava que o suspiro teria vindo de alguém conhecido, ao que ela, bem humorada, disse que não havia problema, que poderíamos nos conhecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Caminhávamos na mesma direção e fomos andando juntas enquanto ela falava das coisas que precisava fazer. Disse que ia resolver um problema com o namorado. Eu fiquei espantada com o tópico, achei que falaríamos de futilidades, mas em alguns minutos ela me contou a história de seu reencontro com seu amigo de infância, que ela não via há 30 anos e cujo sorriso era a única coisa da qual se lembrava. Me perguntou se eu tinha religião, o que é um ponto complicado para mim -o dom de acreditar, de crer não é uma virtude da qual eu possa me orgulhar- eu disse que não, e ela me disse ser espírita, o que me agradou. As pessoas que seguem o espiritismo me parecem muito equilibradas, e ela me disse que tinha total certeza de que esse homem era sua alma gêmea, disse que a alma gêmea é alguém com quem nos encontramos em várias vidas, que só existe uma e que pode demorar várias encarnações até que encontremos novamente essa pessoa. E se não estivermos prontos em uma vida, voltaremos em outra para aprender até que estejamos prontos para encontrá-la. Acho isso lindo. Eu já estava familiarizada com o conceito, mas foi interessante ouvir sobre o destino da forma que ela colocou. Nada é por acaso, ela me disse, afinal ela havia reencontrado esse homem agora, justamente quando pedira a Deus que acabasse com sua solidão e que quando Ele mandasse o homem certo lhe enviasse também um sinal. Ao ver o homem, ela havia tido taquicardia e quase desmaiado, e brincou que na próxima pediria a Ele para “pegar leve no sinal”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela disse que não era mais adolescente para tremer e ter o coração disparando quando via alguém, e estranhamente eu sabia exatamente do que ela estava falando. Não acredito em muitas coisas, mas impedir manifestações exageradas de meus batimentos cardíacos tem estado fora do meu alcance há algum tempo. Ela disse ter 48 anos e se chamar Sandra, disse que morava algumas ruas mais a frente. Ela tinha enormes olhos azuis e um bom humor notável. Havíamos parado em frete a vila aonde eu morava para que ela pudesse terminar a história. Perguntou meu nome e o elogiou, quando nos despedimos eu desejei a ela e ao seu relacionamento profético tudo de bom, e desejei dentro de mim, de coração, que ela fosse muito feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez a quisesse bem porque soubesse que não a veria de novo. O fato é que me sentia imensamente grata pelo lirismo que ela despejara em meu dia chuvoso. Eu via as cores e todos os belos tons de cinza ao redor porque uma desconhecida se abriu para mim e falou de amor. Quando nos despedimos ela disse que 2011 seria um ano muito bom para mim “Você vai conquistar muita coisa”, foram suas palavras. Ela falava como se soubesse, como se tivesse visto acontecer, e apesar da minha dificuldade em crer eu acreditei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5354782483790584839?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5354782483790584839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5354782483790584839' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5354782483790584839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5354782483790584839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2011/01/eu-nao-quero-esquecer-disso.html' title='Eu não quero esquecer disso'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-8230080428611827595</id><published>2010-12-19T12:00:00.004-02:00</published><updated>2010-12-19T15:32:03.161-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bia; Conto.'/><title type='text'>O maior Natal do Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Primeiro gostaria de agradecer à minha amiga Beatriz Cecchetti pela inspiração, confiança e permissão para escrever esse conto. Eu me sinto realmente privilegiada por ter pessoas tão autênticas em minha vida. Obrigada, Bia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O maior Natal do Brasil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Com licença, o senhor sabe me dizer o preço desse ventilador?”- Ela perguntou ao homem que estava atrás do balcão.- “Ah, a senhora se incomoda em checar o preço na máquina? Eu preciso terminar isso aqui pra ontem.” - Respondeu ele enquanto cortava códigos de barras. Ela não queria se deixar irritar. Levou a caixa do ventilador até a máquina e fez isso diversas vezes para comparar os preços de diferentes ventiladores. Escolheu o produto que queria e levou-o até um outro balcão onde estava uma mulher com o uniforme da loja. Colocou o ventilador sobre o balcão e olhou para a mulher com expectativa. A mulher a olhou com as sobrancelhas erguidas, empurrou a caixa de papelão com as pontas dos dedos de modo que ela se moveu em direção à cliente e disse: “Eu não sou caixa não.” Seu uniforme tinha um crachá de gerente. Irritada, ela pegou a caixa e procurou forças para se desculpar. A mulher complementou: “Tem caixa ali, ó!” E apontou a direção com o queixo. Ela agradeceu pela ajuda e levou o ventilador ao caixa que era caixa de fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seu ventilador era o último da loja e a caixa estava aberta. O homem pegou um grande rolo de fita adesiva para fechá-la e tentou descolar a ponta da fita adesiva do rolo com as unhas. Foi então que percebeu que ele quase não tinha unhas. Seu dedos tinham as pontas redondas e as unhas eram roídas até o que seria metade do tamanho normal. Ele arrastou a cabeça do dedo indicador no rolo de fita mas não conseguiu descolá-la. Tentou mais duas vezes fazendo força com o dedo mas a fita se recusava a descolar do rolo. Resolveu tentar descolar a fita com o dedo médio, mas sua unha era igualmente curta e débil, inofensiva à fita. Ela respirava lentamente, esperando. Em volta, a loja era nova e havia uma grande pilha de bonecas Barbie do seu lado direito e uma de laptops da Xuxa do lado esquerdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois de algum tempo, ela não sabia ao certo quanto, o funcionário conseguiu lacrar a caixa e lhe disse o preço. Deu o dinheiro, ao que o funcionário perguntou se poderia ficar lhe devendo dois centavos. Ela respondeu que sim, abaixando e levantando a cabeça lentamente, os olhos estreitos como quem sente um sono irremediável, sobrancelhas erguidas e testa franzida para expressar sua total despreocupação. Ele lhe entregou a nota fiscal e pôs o produto em uma sacola. Ela pegou o saco, colocou-o no chão, deu um passo para trás, olhou as pilhas de brinquedos e abriu os braços em um movimento exato. Caíram caixas e mais caixas cor-de-rosa pelo chão da loja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O barulho era caótico e ela olhava o homem no caixa com serenidade: sem piscar, o rosto tranquilo. Os funcionários e outros clientes olhavam mas ela havia encontrado algo valioso no caos. Não se incomodou. Silêncio. Os funcionários da loja olhavam para a gerente esperando por alguma reação, qualquer que fosse. Ela olhou a mulher e disse “Obrigada!” com visível irritação. Ao que a outra respondeu: “Que é isso, amor! Obrigada a você, pelo atendimento!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando saiu da loja já não era mais a mesma mulher que era quando entrara, ou talvez tivesse somente mais autoconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-8230080428611827595?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/8230080428611827595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=8230080428611827595' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8230080428611827595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8230080428611827595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/12/primeiro-gostaria-de-agradecer-minha.html' title='O maior Natal do Brasil'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5397229310590845373</id><published>2010-08-22T18:04:00.000-03:00</published><updated>2010-08-22T18:04:00.311-03:00</updated><title type='text'>Os pombos, tais como aquele rato ruivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/THFkVfx98lI/AAAAAAAAAOg/vXEn1-DQEKc/s1600/pombo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508294139721937490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/THFkVfx98lI/AAAAAAAAAOg/vXEn1-DQEKc/s320/pombo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andando pela rua vi pombos, quando lhes dei mais atenção percebi que um deles estava machucado, sua cabeça estava depenada em alguns pontos, deixando-o absurdamente asqueroso. Quis que o pombo não existisse. Quis não tê-lo nunca visto. Por que eu deveria ver um pombo careca e tão horrível? A feiúra do mundo me inquietou e incomodou, me senti violentada por ela. Seria mais fácil se o pombo não existisse. Mas acontece que ele existe, e me seria impossível amar realmente o mundo se eu não entendesse a existência do pombo. Penso em resoluções que preciso fazer e concluo que talvez e provavelmente eu seja para o pombo o que ele é para mim. Talvez eu ameace sua paisagem, eu, humana, sendo a minha existência absolutamente desagradável, sendo a minha raça a responsável pelo desequilíbrio do que um dia fora mais simples e melhor, menos sujo. Qual seria o habitat natural dos pombos? Que tipo de território deveriam os ancestrais dos pombos frequentar? Antes que criássemos a tão estimada "cidade"? Percebi uma urgência em questionar o que me faz pensar que o lugar aonde piso é meu e que o pombo é um intruso e não o contrário. Procurei imagens de pombos na internet para ilustrar o post. Não encontrei pombos asquerosos como eles ainda me parecem, encontrei pombos lindamente fotografados. O que me faz pensar que tudo é uma questão de perspectiva, qualquer coisa pode ser personagem principal. Encontrei também essa foto que me pareceu ilustrar o pombo como figura central e um homem em segundo plano. Imaginei o pombo como igual a mim, a questionar a existência do que nos é estranho. Depois ri, pensando no que o pombo poderia estar planejando. Não consegui saber de quem é a foto, estava em um outro blog de nome &lt;em&gt;zeb.blogs.sapo.pt&lt;/em&gt;, então faço aqui a referência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou pensando nos pombos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5397229310590845373?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5397229310590845373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5397229310590845373' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5397229310590845373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5397229310590845373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/08/os-pombos-tais-como-aquele-rato-ruivo.html' title='Os pombos, tais como aquele rato ruivo'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/THFkVfx98lI/AAAAAAAAAOg/vXEn1-DQEKc/s72-c/pombo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-1163430738737321864</id><published>2010-07-29T17:52:00.005-03:00</published><updated>2010-07-29T18:36:32.451-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos Recentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje vi uma mulher com dois peitos. Ora, mas é claro que eram dois! Quando voce diz a alguém que viu peitos, a pergunta que se faz é "Onde?" e nao "Quantos?"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas digo que ela tinha dois devido à enorme diferença de tamanho entre eles, o que os individualizava, um era absurdamente grande e o outro era grande. Pensei que isso era normal, que toda mulher tem seios de tamanhos diferentes, mas aquela mulher, coitada...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouvi também uma frase que me fez pensar. Um homem disse: "Olha o tamanho do Churros!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual é o o singular da palavra churros? Todo mundo os chama de churros. Odeio churros. Eles sao bonitos, cobertos com canela e dourados, recheados de doce de leite ou chocolate. Da vontade de experimentar. Uma vez comprei um, odiei. Extremamente gorduroso, quente demais, doce demais, desagradavel mesmo. Comi até o final porque eu sou teimosa. Ou talvez por que eu tenha algum tipo de transtorno alimentar. Depois, outro dia, esqueci que nao gostava, eles sao tao bonitos... Comprei outro. Dessa vez de chocolate. Odiei mais ainda. Comi até o final. Cara, sério: transtorno alimentar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho passado muito tempo sozinha, e estou começando a me cansar da minha companhia, eu sou legal, ok... mas quero inovar, conversar com outras pessoas além de mim. Eu sempre concordo comigo e isso é chato. Mas tenho assistido a filmes novos, mais documentarios e tenho ficado meio desesperada com o mundo, o capitalismo, a manipulaçao das massas, o consumismo por si mesmo, a exploraçao e comercializaçao do meio ambiente e de valores antigos. Um aluno meu gravou dois documentarios para mim: SURPLUS e ZEITGEIST. Depois de Surplus eu queria quebrar tudo que representa o capitalismo e ir para um pais socialista comer so arroz e feijao todo o dia sem sentir o peso da fome dos pobres, da desigualdade social. Depois de ZEITGEIST eu queria simplesmente morrer. Sao otimos filmes. Recomendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri que eu tinha um medo enorme de querer pouco da vida, de querer de menos. Mas hoje eu vejo como so o necessario é realmente essencial. Querer MENOS é ser mais independente, logicamente falando, precisar de menos é ser mais. Um exemplo tosco: um copo de agua de coco custa R$ 1,00, uma garrafa de 500ml custa R$3,00. Eu sempre optaria pela garrafa. Hoje comprei o copo. Por que foi que enfiaram na minha cabeça que "vale mais a pena comprar o maior"? Eu estava sozinha, so precisava de um copo para matar minha sede. Para que comprar a garrafa e desperdiçar ou guarda-la e deixa-la perder a frescura? Por que vamos a rodizios e comemos até passar mal? Da penultima vez que fui a um, comi muito mais do que o meu estomago queria deixar, passei mal, nao conseguia dormir e quando dormi tive pesadelos horriveis (tem tudo a ver, por sinal) e começo a me perguntar POR QUE temos a mentalidade do "dar prejuizo"? Por que sentimos que esse sistema se aproveita de nos, que nos explora, e essa é a nossa "vingança". Consumir até passar mal. Desde quando eu acreditei que MAIS era melhor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu percebo que nao é, e é tao injusto que sejamos tao instigados a consumir e comprar e comer e ainda caber nos malditos padroes de beleza. Por que eu tenho que ser alta e ter pernas longas e ser absurdamente magra e com um nariz desenhado a pincel? Para que alguem me VENDA uma cirurgia plastica. Meus amigos estavam me falando que ninguem deixa de gostar de ninguem por causa de celulites e estrias. Outra amiga me contou do cara na academia dela que malhava e tirava fotos de si mesmo. E eu nao consigo parar de pensar que isso esta errado. Mas ja passei da fase do "nao posso fazer nada, vou viver a minha vida" agora eu quero fazer alguma coisa a respeito. Quando eu descobrir, eu aviso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-1163430738737321864?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/1163430738737321864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=1163430738737321864' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1163430738737321864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1163430738737321864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/07/pensamentos-recentes.html' title='Pensamentos Recentes'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-1969237903200325540</id><published>2010-05-22T14:34:00.008-03:00</published><updated>2010-05-22T14:41:10.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conclusão; teoria'/><title type='text'>Água</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S_gWwwlfCDI/AAAAAAAAAOY/qC-O25SqzrY/s1600/water.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474150374000494642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S_gWwwlfCDI/AAAAAAAAAOY/qC-O25SqzrY/s320/water.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ffff;"&gt;&lt;em&gt;Tudo o que eu sinto é líquido. Líquido não fosse não transbordaria de mim como água salgada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-1969237903200325540?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/1969237903200325540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=1969237903200325540' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1969237903200325540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1969237903200325540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/05/agua.html' title='Água'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S_gWwwlfCDI/AAAAAAAAAOY/qC-O25SqzrY/s72-c/water.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3804868297845259226</id><published>2010-05-18T19:50:00.007-03:00</published><updated>2010-05-18T20:11:11.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amigos. Um zodíaco todo de amigos.'/><title type='text'>Para vocês, amigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe, a leitura sempre me fez bem, e escrever é um grande exercício. Como diria meu grande amigo Guilherme Lopes, escrever é extrair algum efeito estético da feiúra dos nossos dias, note que estou parafraseando... Mas meus dias não são feios. Eles começam escuros às cinco da manhã quando acordo, rendem nas minhas manhãs em Niterói no trabalho, esquentam durante a tarde no sol implacável de São Gonça, descansam à noite, quando eu penso mais claramente. Sou noite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevo quando dá tempo e quando as palavras já se rebelam dentro de mim. Às vezes sinto vergonha porque o que eu escrevo é meu. Meu idioma, minha forma de juntar as palavras em sentenças e essas sempre em textos curtos. Sempre curtos. Um grande prazer é pegar um texto como Joana, por exemplo, não me reconhecer ali, ler frases que me agradam e pensar, "nossa, mas como isso soa bem, fui eu mesma que escrevi?" Claro que o texto me agrada. Ele fala minha língua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Melhor ainda é ler textos como os de Gui Lopes, Raquel Fernandes, Thamiris Oliveira e pensar: "mas que coisa linda! Também eles falam a minha língua. Sentem o mundo como eu."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante cuidar de nossos textos, corrigi-los, como guardar brinquedos para que durem mais. Para que não percam o brilho. Aqui cito Sra. Fernandes, 2010. É importante escrever para nossos amigos, com o mesmo esmero que se faz um texto, com o mesmo carinho que se guarda o melhor brinquedo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz tempo que quero escrever para meus amigos uma grande carta de agradecimento, por me fazerem lembrar o que existe de bom em mim. Eles me escrevem cartas. Eles me dão abraços, me perguntam sobre minhas angústias. Eles bebem comigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigada, amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3804868297845259226?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3804868297845259226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3804868297845259226' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3804868297845259226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3804868297845259226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/05/para-voces-amigos.html' title='Para vocês, amigos'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-656040399093718625</id><published>2010-05-17T15:56:00.004-03:00</published><updated>2010-05-17T16:15:01.285-03:00</updated><title type='text'>Death and all his friends...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;She said to me, very calmly: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;"Feelings fade. They die, and so do people. The sun rises and it goes so high in the sky that it turns into nightfall."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;"But, to try..." But she would not let me speak any further.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;"Doing your best, even when that is all you can do, is not enough. You can not try to swim faster than water, you can't try to hold the sun up in the sky, it would burn you without any mercy. Because you are in it. You are in water, you cannot fight it, but you don't have to drown. And I know that you believed what you did would be enough... I mean, you did great, but you were not even close. I told you, girl. I know how smart you are. Do not believe in lies..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;"They were so sweet, so easy to believe in..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-656040399093718625?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/656040399093718625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=656040399093718625' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/656040399093718625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/656040399093718625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/05/death-and-all-his-friends.html' title='Death and all his friends...'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-7105973810830237610</id><published>2010-04-24T15:40:00.011-03:00</published><updated>2010-04-24T19:59:48.810-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Você vê o SISTEMA?'/><title type='text'>Adrenalina, medo, realidade e relatividade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;Pedro de Carvalho, Méier, RJ. 5:30am.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;Estava andando até o ponto de ônibus para pegar o 232, pararia na frente do prédio em que morei durante os dez primeiros anos da minha vida. Pensei no perigo, mas é sábado. Os bandidos ainda devem estar dormindo, de folga. Hoje sonhei que quase tinha sido assaltada. Um homem tentou me abordar, mas o pessoal do taekwondo me salvou. Não pratico Taekwondo desde 2007, 2008. Estranho sonhar com eles. Nos meus sonhos eu sempre travo, fico em choque, a voz não sai... É bem ruim sonhar esse tipo de coisa. Enquanto caminhava mentalizei que nada aconteceria comigo. Um grupo de três pessoas me perguntou alguma coisa e continuei a andar, como na maioria das vezes faço. Depois de alguns segundos percebi que tinham me perguntado as horas. "São 5:35. Desculpa, eu não tinha ouvido, tô com sono..." E ri. Continuei andando até o ponto e eles agradeceram e disseram que já iam me xingar ou pensar mal de mim, sei lá. Porque eu não havia respondido. Andando para o ponto vi um cachorro enorme. Me perguntei o que era aquilo. Deveria ser um São Bernardo, me aproximei mais, o pêlo brilhava e era curto, o rabo era fino e vi que não era São Bernardo coisa nenhuma, era um porco. Um porco enorme, o que ele estava fazendo lá eu não sei. Sei que atravessou a rua e eu ri, porque achei engraçado o fato de a primeira vez de eu ter visto um porco adulto de verdade ter sido no meio da rua, na capital do Rio. Duas mulheres se aproximaram de mim. "Vamos sentar aqui e esperar o ônibus." Fiquei um pouco tensa, mas não me movi. "Você tem horas aí? Que horas são?" Essa das horas está ficando velha, na hora lembrei de um amigo da faculdade, o Felipe. Ele é um doce de pessoa, super educado, e me contou que uma vez perguntara as horas para uma mulher na rua, e ela começara a correr. Eu ri muito. Agora não era engraçado. "São 5:40." Eu respondi, seca. "Chega aqui perto de mim pra eu ver as horas no seu relógio." Enquanto falou tinha um olhar de algo que eu não via há muito tempo. Talvez nunca tivesse visto antes. "Não, eu tô muito bem aqui, são 5:40." Ela estava a um metro de mim, reparei que não carregava nada consigo. A outra mulher não falava nada, nem lembro de seu rosto. Na verdade, esqueci todos os rostos que vi nessa manhã. Ela insistiu. "Vem aqui pra eu ver as horas..." Eu tinha que pegar o ônibus para ir pro trabalho, pensei em esperar naquele mesmo ponto. Só sabia de mais um ponto de ônibus, e então eu sinceramente não me lembro o que foi. Se foi uma voz, um impluso, uma outra coisa. "Corre." Eu saí correndo. Corria pela Pedro de Carvalho e pensei em voltar pra casa, mas não teria tempo de abrir o portão antes que elas me alcançassem... Não! Eu tenho que ir pro trabalho! Os pensamentos voavam pela minha cabeça, eu não sabia se elas estavam vindo atrás de mim, eu não tinha coragem de olhar para trás. Havia pouquíssimas pessoas na rua, e elas não sabiam porque eu estava correndo. Corri até que minhas pernas começaram a doer e eu desacelerei. Começei a andar num ritmo ainda rápido, quase chorando, completamente tensa, mal conseguia respirar. Andei assim por algum tempo. Ouvi passos, olhei para trás e uma delas vinha atrás de mim correndo, segurei a mochila com força e corri, começei a gritar e saiu da minha garganta uma voz que eu não conheci, era rouca, completamente distorcida e arranhava a minha garganta e me assustava, eu gritava "socorro", eu nunca havia gritado essa palavra na minha vida, e o que ela significa afinal? Ninguém veio. Aquele porco era um mau agouro. Eu gritava por socorro, gritava por puro desespero, daqueles bem fortes, puro, antes de refinar. Essência mesmo. Desespero concentrado. Um homem perguntou o que foi, mas quem era ele e o que ele fazia ali antes das seis da manhã? "Estão vindo atrás de mim!" Eu tentei dizer, mas acho que não saiu bem assim, eu não respirava direito. Acho que quando eu começei a gritar ela desistiu, não sei, continuei correndo até o fim da rua, eu não olhei para trás, mas senti que ela não estava mais me seguindo, uma mulher me viu correndo, me perguntou o que havia acontecido e eu disse "quase fui assaltada agora" e ofegava enquanto continuava a correr, perguntei aonde era o ponto de ônibus, ela respondeu. Quando cheguei lá ainda aspirava o ar como se nunca houvesse respirado, e uma outra mulher me perguntou se eu estava passando mal. Disse que quase havia sido assaltada, ela comentou que eu não devia ir até lá, porque era muito perigoso. Eu estava completamente tensa, e quando as pessoas que estavam lá pegaram seus respectivos ônibus eu senti medo por estar ainda mais sozinha. O 260 enfim chegou, depois do que me pareceu uma eternidade. E só então eu começei a pensar nas coisas que eu levava na bolsa. Elas levariam meu Rio Card, levariam minhas chaves e eu não teria como ir pra casa porque a vila so abriria mais tarde e na república as pessoas que moram comigo só chegariam segunda-feira. Levariam o meu celular com todos os meus contatos, meu estojo com os dados do Luiz. A chave que abre o armário do trabalho também. Levariam meu cartão do banco, meus óculos escuros e minha agenda, mas não que eu estivesse ligando muito para nada disso, eu só queria me sentir segura de novo, parar de ter medo. Indo para as barcas um homem tropeçou ao meu lado, e eu por reflexo segurei a bolsa e me afastei para o lado, como um bicho-do-mato mesmo. Arisca. Eu me perguntava quando esse medo ia passar. Queria falar com a minha mãe. Lembro que quando era criança, antes mesmo de nos mudarmos do Rio meu pai me perguntou o que eu faria se viesse alguém na minha direção me fazer mal. Eu lembro de responder "dou um chute no saco!" Ele falava, decepcionado: "Não! ...Você corre, se você correr, ninguém nunca vai te pegar" e eu, contrariada porque não dera a resposta que ele queria completava, "tá bom, mas antes de correr eu dou um chute no saco!" Ele então aprovava. Eu nunca pensei que poderia me sentir tão vulnerável, tão mortal. Pensava que meu pais sempre me protegeriam. Cheguei em Niterói, e ainda sentia como se todas as pessoas em volta fossem me atacar subitamente. Tinha que ir ao banco. Havia duas mulheres sentadas nos degraus do Banco Real da praça do Rinque, e é claro que em vez de ir ao banco eu entrei na padaria. Pedi um suco de laranja que eu não queria tomar, mas ainda eram 7 horas e o curso só abriria às quinze para as oito. Logo chegou a Luciana na padaria também. Ela trabalha comigo e foi a primeira pessoa a saber do que &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; aconteceu comigo. Ela me abraçou e ouviu. Ela já foi assaltada, mas teve menos sorte, o homem que a assaltou deu um soco no rosto dela. Eu já sabia dessa história, e sabia que era muito pior do que a minha. E depois de alguns minutos estávamos rindo das situações. Acho que isso só deve acontecer aqui no Brasil. Levamos tudo de um jeito tão leve, a violência nos é tão comum que rimos dela. Ter medo tornou-se corriqueiro, rotina, banal. Acho que a Saci-(minha amiga que me ajuda a perceber o que é normal e o que é coisa de brasileiro) nunca riria numa situação dessas. A Saci (lê-se: "shótsi") é Húngara, então para ela é mais fácil visualizar esses fenômenos culturais. Enfim, pensei um pouco nisso e fiquei um pouco chateada quando minha prima riu quando eu disse que gritei desesperada pela rua. Mas é compreensível. Afinal, não aconteceu nada. Pelo lado Polyanna-visualizando o lado positivo- fiquei feliz porque eu reagi e não congelei como sempre pensara que faria numa situação de perigo, fiquei feliz porque a voz saiu quando pensei que não sairia, e também porque agora tenho certeza que se ela viesse me agredir eu saberia me defender. Me defenderia como me ensinou o Mestre Murilo. No taekwondo há uma filosofia de nunca recuar perante o inimigo, o que é exatamente o oposto do que eu fiz, mas acho que foi a melhor solução... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;Este relato é todo verídico, incluindo o sonho, e tudo aconteceu esta manhã. Agradeço a Deus por ter me dado a adrenalina necessária para correr tanto, a voz pra gritar igual a uma louca, e a maturidade para entender que isso foi um aprendizado, pois eu não vou mais pegar o 232 e vou passar a ser mais alerta, e dividir minhas coisas em vários bolsos. Além de usar menos relógio. E saber que há pessoas passando por coisas piores do que eu, que vão além da minha compreensão, como aquele olhar da mulher que queria tanto ver as horas no meu relógio. Era um olhar de malícia, de um mundo que eu não conheço, que não é "a minha realidade". Chamei-a de mulher o tempo todo, e pode parecer que ela é bem mais velha do que eu, mas ela deve ter mais ou menos 25 anos. Pensei muito nesse conceito de realidade. Do que é real para mim e não é real para ela. As coisas que ela não levou de mim. Que não são realidade. As coisas que ela não teve, e penso que eu queria, mas queria mesmo, que ela pudesse ter tudo o que eu tenho, e não fosse real para ela a vontade de tirar qualquer coisa de alguém. Queria que não fosse real para mim sentir tanto medo, e para ela causar tanto medo. É difícil entender, mas acho que ela não vê as coisas como eu vejo, ela não teve a oportunidade e nenhum incentivo para pensar um dia ser capaz de comprar o próprio relógio. A realidade é desigual, e está extremamente ligada à relatividade. Pensemos no certo ou errado e nas realidades relativas. É errado que ela queira roubar o meu relógio. Mas também é errado que ela não tenha condições de comprar um. É errado que eu tenha um e ela não. Estou falando de distribuição de renda, de desigualdade social, dessa nossa ideologia burguesa de que não há lugar para todos, de que temos sorte, de que ser pobre é carma e de que não há oportunidades, o que gera inveja e frustração. Vejo que haveria oportunidade se soubéssemos partilhar. Fecho o post então com uma pergunta: A culpa é de quem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-7105973810830237610?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/7105973810830237610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=7105973810830237610' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/7105973810830237610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/7105973810830237610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/04/tudo-o-que-se-passa-na-cabeca.html' title='Adrenalina, medo, realidade e relatividade'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-6137288689456368970</id><published>2010-04-10T18:39:00.003-03:00</published><updated>2010-04-11T20:40:20.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joana; Conto.'/><title type='text'>Joana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff6666;"&gt;Ela queria porque queria. Escreveu um poema sobre si, sobre o outro e tudo o que havia acontecido entre eles. Li o poema e sorri calado. Me incomodava, mas era pouco. Não sei se me apaixonei por ela ou pelos poemas, acho que foram os versos declamados saídos de sua boca volumosa e sorridente, dizendo coisas de sexo e beleza, os olhos doce-de-leite brilhantes, cor de âmbar e sempre espertos sorriam amores passados e orgulho dos seus versos.A amei quando começou a declamar em público. E Joana não cabia em si, não se pertencia, pertencia a eles. A todos nós. A personalidade geralmente forte sucumbia aos elogios em sorrisos mudos. Um homem havia chorado por um poema, chorara por ela e agora a elogiava. Ela era um dos poetas mais respeitados do evento. Lembro de uma vez em que nos amamos e conversamos despidos de tudo. Ela tinha uma leveza em todas as ações, como se fosse natural, mas Joana era uma atriz. Nunca sabia se deveria acreditar nela. Sei que estava comigo porque queria, como também sei que houve vezes em que ela fingia que aquilo não era nada. Como se nada para ela fosse nada demais. Sempre que falava pouco era porque tinha milhões de pensamentos turvos. Às vezes acho que duvidava de mim. Eu sempre duvidava dela, daqules olhos doces cheios de promessas que sua boca se negava a fazer.Ela sempre se fazia leve como música. Um dia sentei-me no meio fio da calçada. Era uma manhã fresca, com uma brisa leve e gelada, sentia-me vazio, até começar a ouvir uma canção. Viva la vida, coldplay, e a música me preencheu, ainda estava só, mas nunca tão bem, em equilíbrio comigo mesmo. Joana era assim. Me invadia, e eu me fazia feliz ou melancólico conforme o ritmo em que cantava. Me era saudável vê-la feliz. Chorava como uma criança de modo a me desconcertar, desmanchava-se, destruía-me o seu rosto vermelho das lágrimas. As lágrimas e aquela outra coisa que existe no choro, substância invisível, que sufoca o peito, altamente contagiosa para mim. Ela era brisa leve, quando me levava para si. E era tornado. Parecia estar sempre cercada de rapazes e homens interessados, como se farejassem sua essência e desprezassem sua alma. Sempre achei que Joana flertava com o mundo, isso fazia bem para ela.Havia mil coisas que eu queria dizer, ela deitada no meu peito. "Você é especial, sabia?" eu pensava tanto nela, ainda penso. E foi só isso que eu disse. Como muitos homens poderiam ter dito, sem lirismo ou rimas, sem sonoridade, fato cru para quem escrevia poemas. Alguma coisa acontecia comigo. Eu tinha medo dela e de tudo que ela me causava. Essa força que ela tinha sobre o mundo, sobre a minha vontade. Ter força sobre a vontade do outro é infinitamente mais poderoso do que ter controle sobre ele.Não busco uma mulher como as pessoas fazem. Não listo qualidades que estimo, na verdade, isso não me importa, nunca me importou. Veja bem, não estou dizendo que ela não posuía qualidades que admiro, digo que Joana me levou porque me desconcertava. São raras as mulheres que admitem fazer sexo, quantas menos as que admitem gostar dele. E Joana tinha o cheiro da volúpia."Você é especial, sabia?" "É?" Ela disse. E sorriu.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-6137288689456368970?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/6137288689456368970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=6137288689456368970' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/6137288689456368970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/6137288689456368970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/04/joana.html' title='Joana'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-2957375879193592127</id><published>2010-02-25T19:25:00.010-03:00</published><updated>2010-03-23T21:44:46.787-03:00</updated><title type='text'>O INFINITO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;Ontem à tarde liguei para minha mãe chorando. Bem, digamos com um belíssimo eufemismo que eu tenho um grau de sensibilidade um tanto elevado. Chorar é bom pra mim porque me coloca no eixo, me equilibra porque eu exalo aquilo que me desconforta. Ela me ajudou, me deu chão, e ficou de ligar depois para ver como eu estava. Quando ela ligou mais tarde, à noite, eu já estava bem mais tranquila. E ela me disse para olhar o meu e-mail. Quem me conhece sabe que eu sou inquieta e curiosa. Começou a falar, agora termine, oras. Ela me contou que foi almoçar com as amigas e quando ela se despediu: "Então tá, gente, é melhor eu ir embora, tá tarde, bla bla bla..." ela ouviu uma belíssima resposta: "Você não vai a lugar nenhum, não antes da gente fazer a nossa tattoo!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;Eu senti o meu queixo cair. "SÉRIO???"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;"Sério?????"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;"Sério???????????"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;Era sério.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;"Sério!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66ff99;"&gt;Vieram as perguntas clássicas: "fez aonde?" "O que é?" "Doeu?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#33cc00;"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Minha mãe fez uma tatuagem. "Pára! Shut up!" Adorei a notícia! Elas tatuaram o infinito. Uma amizade infinita, inabalável, imperecível pelo tempo ou a distância. Hoje abri o e-mail e vi as fotos. Estão ótimas, minha mãe estampa um sorriso que eu não via há muito tempo, elas sofreram com a tatuagem&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#66ff99;"&gt;de dois centímetros, mas estão todas muito felizes. Brinquei com minha mãe, "Tia Cristina vai falar muito de você" e ela: "Ela me perguntou quantos anos eu tinha..." Achei ótimo. Não sei exatamente quantos anos minha mãe tem, mas não importa, minha mãe é infinita. Essa tatuagem me diz muito mais do que amizade. Enquanto o belíssimo oito deitado denota a eternidade, percebo que essa mulher que é tão maravilhosa, que eu amo tanto, é infinita em mim. E com certeza essas mulheres que se admiram e se gostam tanto são como ela. Porque o sentido da vida &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S6lgAU1lkiI/AAAAAAAAAOQ/O3iD15N_be8/s1600-h/mom2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; FLOAT: right; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451994382618432034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S6lgAU1lkiI/AAAAAAAAAOQ/O3iD15N_be8/s320/mom2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;é amor. E isso é tão óbvio e às vezes tão facilmente esquecido, desejar o bem ao outro, amar não importa o tempo que passe, não importa a distância que se esteja. Amar infinitamente. Por que a vida finda rápido.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S6leykpVfWI/AAAAAAAAAOI/LCnhu74D6ug/s1600-h/mom2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#33cc00;"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#66ff99;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S6leykpVfWI/AAAAAAAAAOI/LCnhu74D6ug/s1600-h/mom2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-2957375879193592127?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/2957375879193592127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=2957375879193592127' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2957375879193592127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2957375879193592127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2010/02/o-infinito.html' title='O INFINITO'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/S6lgAU1lkiI/AAAAAAAAAOQ/O3iD15N_be8/s72-c/mom2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-1124316436074045403</id><published>2009-12-29T12:30:00.004-02:00</published><updated>2009-12-29T13:25:19.046-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tatuagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Esses dez dias...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltei pra casa para passar esses dez dias. É muito bom estar com minha família. Minha mãe continua a mesma pessoa. Superprotetora, preocupada, sempre me sondando em vez de fazer perguntas diretas. Meu pai está mais distante, inseguro, parece não saber lidar com essa pessoa estranha que eu me tornei. Minha irmã está apaixonada e isso é maravilhoso. Está feliz e leve. Gosto disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não posso pegar sol, piscina ou mar. Fiz uma tatuagem. Minha mãe me sonda, como eu disse, pra saber se esta será a última. Ou pelo menos "a última desse tamanho"... Eu acho que não será a última, mas não tem nem mais espaço pra outra tão grande. Grande e mesmo assim fácil de esconder, e me despertou um desejo agudo de fazer uma bem visível. Minha avó pediu para ver mil vezes. E eu dizendo que mostraria depois, e quando mostrei, foi só pra ela dizer: "Ah, tá... vai ver você arruma um rapaz que não gosta, aí eu quero ver..." Eu ri. O que importa é que eu gosto e quero "arrumar um rapaz" que goste de mim do meu jeito. Além do mais, o rapaz que eu gosto gosta. Ah, por sinal, minha tatuagem é um "peixe na água", e eu só percebi quando uma amiga falou. Uma carpa subindo o rio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava pirando aqui. Sem fazer nada, sentindo falta até de trabalhar. Anteontem foi a gota d'agua. Fui à praia de noite. Falo como se fosse um desafio, mas a verdade é que às vezes os portões nos prendem em casa ou até em nós mesmos, nos pensamentos que nadam para baixo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na praia, o vento estava quente sem grudar no rosto, eu e minha irmã sentamos na areia quando ela começou a me contar do namorado novo, falou coisas bonitas, coisa de quem está amando. Uma grande amiga uma vez me disse que você sabe que tem intimidade com uma pessoa quando o silêncio entre vocês não incomoda. Concordo. Meus melhores amigos apreciam comigo o silêncio, o vento, o tudo e o nada. A praia estava ótima, me lembro de pensar que era uma noite perfeita pra um luau. Andei até o mar, minha grande paixão. Sentir a água nos pés. Estava quente. Não fosse a tatuagem teria me jogado no mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensei nos meus medos, na minha vida tão simples e tão completa. Pensei nos presentes que ganhei até hoje, naqueles sem preço, e concluí que não devo me importar com o desenrolar das coisas, com as conclusões, mas com o caminho. O presente. Agora. Estou muito feliz. Fiz uma pequena prece. Agradeci por tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Interessante como o calendário corta uma fase, um ciclo de nossas vidas, e esse recomeço é uma ótima razão para perseguir o que se quer. Projetos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O primeiro passo é saber aonde se quer ir, como a tatuagem de uma amiga minha cita "aponta pra fé e rema". Simples assim. Fazer uma lista de projetos, todos possíveis de conquistar, e ir na direção deles, às vezes parece que eles vem em nossa direção também. Nossos sonhos nos querem tanto quanto os queremos. Só temos de andar até a metade do caminho. Eu gosto de acreditar nisso. Acreditar em mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que venha 2010, e que seja bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-1124316436074045403?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/1124316436074045403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=1124316436074045403' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1124316436074045403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/1124316436074045403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/12/esses-dez-dias.html' title='Esses dez dias...'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3256812930382115352</id><published>2009-12-13T13:27:00.006-02:00</published><updated>2009-12-13T13:47:03.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='as escamas da fênix'/><title type='text'>As penas do peixe</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Hoje minhas escamas brilham&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Tons de laranja, de amarelo e vermelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;A&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;água que desce eu nem sinto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Faz cócegas em mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Minha subida é fácil e me refresca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Você sabe que eu nunca minto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Há peixes como pássaros &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;E há pedras contra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;As flores caem, são tão belas as flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Pássaros voam, eu os ouço cantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Não invejo seu voo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Subir o rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Ressurgir das cinzas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;Encontrar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3256812930382115352?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3256812930382115352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3256812930382115352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3256812930382115352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3256812930382115352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/12/as-penas-do-peixe.html' title='As penas do peixe'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-9134395041681242300</id><published>2009-09-28T14:06:00.007-03:00</published><updated>2009-10-02T21:25:39.654-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raiz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vencer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VINI VIDI VICI'/><title type='text'>Fracassos e Vitórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Me pergunto hoje o que seria vencer na vida.  Ser emergente? Rico? Respeitado? Famoso?&lt;br /&gt;Penso nas pessoas que gritam pelos cantos suas pequenas ou grandes vitórias necessitadas de afirmação: "Eu venci". Penso em como suas vitórias me parecem estáticas, findas, pós linha de chegada. A vitória me parece individual, tudo depende da sua concepção de vitória. Na república em que moro, uma vez tive um colapso nervoso a respeito de limpeza, ao dizer que estava acostumada a viver em um lugar limpo, me responderam: "Depende da sua concepção de limpo." "EXATO!" Eureca! Na minha concepção de mundo não existem níveis de limpeza, a limpeza é completa. Algo está limpo. Existem níveis sim, de sujeira, que variam do sujo ao imundo. Não é uma coisa simétrica. Friso aqui meus limites. Só posso enxergar o que eu conheço. O desconhecido não se reconhece. Contei este episódio já resolvido para ilustrar o termo "concepções".&lt;br /&gt;A tal Vitória, que, em português é nome de mulher- sim, a Vitória é feminina e mora no andar de baixo, no térreo-  não é a mesma mulher para todos. O que é vitória para você? Me perguntei o que é vencer, na minha vida, para mim, hoje. Penso na tal linha de chegada, mas não tenho nem ideia de quando começarei a vê-la no horizonte. Não há linha. Há pequenas coisas, minhas vitórias são textos que termino de ler para a próxima aula. São listas de supermercado e roupas lavadas. Aulas que terminam, textos que corrijo e recorrijo até devolvê-los teoricamente limpos.&lt;br /&gt;Minhas vitórias consistem em dormir cedo. Vencer as aulas de sábado. Falar com meu pais por telefone. Conversar com meus amigos, descobrir coisas que não sabia, que alguém desperta em mim. Sinto informar-lhe, caro leitor, que você não está lendo um texto conclusivo que definirá o que é Vitória, ou o que lhe trará felicidade, porque... adivinhe só: Depende da sua concepção de Vencer. Creio que minha maior vitória, ou segunda maior, depois de lavar minhas roupas no sábado, foi me transformar em uma pessoa da qual sinto orgulho. Saber que eu estou no caminho certo.&lt;br /&gt;Tudo aconteceu quando descobri o que eu queria. Meu sonho de criança e pré-adolescente que assiste seriado era morar em república,  fazer faculdade, dar aula e não pedir um real para os pais, para finalmente fazer o que queria. Mais ou menos um ano depois que comecei a dar aulas, tive uma experiência incrível, quase religiosa. Estava dando aula de reforço de nível básico, ensinando os pronomes possessivos, e o auxiliar TO DO, quando me veio uma visão paralela à aula. Eu, Luiza, saí da minha perspectiva de Teacher Luiza e me vi Teacher Luiza, com os olhos da sonhadora Luiza em seu mundo de 12 ou 13 anos. Ela me viu -digo ela porque não mais a sou- e sentiu orgulho de mim e de si ao mesmo tempo, porque eu era ambas. "Era isso que eu queria." Nós concluímos. Quisemos muito e fomos em frente.&lt;br /&gt;Minha realidade é morar em república, fazer faculdade, dar aula e não pedir um real para os meus pais, para fazer o que eles me pedem com boa vontade.&lt;br /&gt;Me lembro que sempre tive inveja dos viajantes, sem raízes, mochila nas costas e pés no mundo. Era isso que eu queria. Juntei minha grana e fiz uma viagem cheia de expectativas, cheia de apoio dos que me amavam, com a mochila nas costas e os pés no mundo. Foi quando vi que foram as raízes que me deram força para crescer em direção ao céu. Minha mãe forte, meu pai equilibrado. Quero a força dela, o equilíbrio dele. São as minhas vitórias. As amo e por isso as romantizo, o mundo que eu vejo é colorido. Não nego o cinza que vejo todos os dias na água da baía de Guanabara. Não o ignoro, mas vejo as cores claras fluorescentes e vitoriosas. Tento fazer o melhor que posso com as cores que tenho. Hoje minhas vitórias são listas de supermercado, já que estou cumprindo um objetivo dentro de outro e dentro de outro, as pequenas vitórias embasam e tornam palpáveis os grandes sonhos.&lt;br /&gt;Hoje quero ser forte para ajudar uma amiga, emprestar para ela a força que é de minha mãe, e minha, que não ligo de dividir, porque me sobra e vem de fonte inesgotável. Quero dizer a ela que ela pode contar comigo, definir para mim o que é contar com alguém, que não sei o que é exatamente. Saber que estarei aqui, ser uma raiz. Isso por hoje. Quem sabe qual será a maior vitória do mundo amanhã?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-9134395041681242300?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/9134395041681242300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=9134395041681242300' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/9134395041681242300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/9134395041681242300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/09/fracassos-e-vitorias.html' title='Fracassos e Vitórias'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-4046675514160147824</id><published>2009-09-05T11:13:00.006-03:00</published><updated>2009-09-05T16:59:25.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='duelo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Perversa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffcc;"&gt;Matara a outra. Sentiu o sangue pegajoso entre os dedos. Sentiu e o deixou pingar espesso no carpete. O peito subia e descia, expirando ar exausto e tenso enquanto olhava sua vítima no carpete, sua inimiga. Desonesta, orgulhosa, desagradável, mentirosa, invejosa. Ainda sentia raiva, o punho fechado apertava a faca que parecia completar sua mão. Sempre estivera ali. A morte não era o suficiente, não se sentia vingada. O que faria? Não comeria a carne, não se envenenaria com o sangue daquele monstro.&lt;br /&gt;Lembrou-se da sensação de empurrar a faca contra a pele da barriga flácida da outra até que se rompesse numa explosão vermelha e quente. Não sabia que era tão simples assim. A pele era uma coisa frágil afinal. Lembrou-se do sangue de um vermelho impossível a manchar e sujar-lhe as mãos e roupas. Sentiu ódio. Estava contaminada.&lt;br /&gt;Sentia nojo até mesmo de apertar sua mão em cumprimento quando necessário. Agora não precisaria mais. Mas ainda não havia terminado. O que faria? Deveria ter planejado, já que não sentia nenhum remorso. Era decidida e livre. Matara por impulso, por inspiração divina. Era seu destino ter aquela víbora morta em seu carpete. Mais um motivo para substituí-lo. Que coisa improvável. Ela já fizera comentários a respeito daquele mesmo carpete. Foi Deus que pôs a faca sobre a mesa da sala. E ela tinha ido pedir um favor. Que descaramento! Pedira sem qualquer inibição por favores que não lhe interessavam. E na sua casa!&lt;br /&gt;Oportunista! A criticava por tudo e agora lhe invadia o espaço sagrado que era o lar. Trouxera sua presença, peso e memória a incomodar o seu refúgio. Que audácia! Odiava cada célula do corpo da morta, cada palavra que lhe saíra da boca e que ainda ecoava no silêncio póstumo. Cada segundo que era obrigada a ficar ao seu lado. Ela lhe pedira um favor! Sorriu com a situação absurda.&lt;br /&gt;“Preciso de ajuda e não tenho mais ninguém” −É claro que não tinha mais ninguém.&lt;br /&gt;“Não.” − E Sorriu com o canto da boca. Sentia-se à vontade para dizer não. Estava em seu território.&lt;br /&gt;“Como não?” − Ela começou a se exaltar, era uma descontrolada que ainda desconhecia a palavra de três letras e um acento. Começou com insultos, que as duas trocaram afiadas, e voavam dardos verbais de um lado a outro da sala. Gritaram ofensas e gesticularam ameaças, uma avançou em direção à outra. Duas serpentes, com o peito estufado e o queixo empinado em desafio. A agressão verbal não era suficiente. Sentiam o ódio ferver nas veias e envenenar o sangue. Eram primitivas, animais, eram carne, ódio e osso.&lt;br /&gt;Foi com os dentes trincados que pegou a faca e perfurou a mulher que já tinha o corpo encostado ao seu, os braços debatendo-se como se fossem dezenas. A mulher ofegou sugando o ar quando esfaqueada. Estava absurdamente surpresa. Não esperava aquilo, a subestimara como sempre. Assassina!&lt;br /&gt;Afundou a faca e sorriu ao observar a outra arregalar os olhos castanho-escuros e morrer aos poucos aos poucos em um silêncio incrédulo. Nunca a ameaçara de morte. Ambas sentiam somente um ódio imensurável e até então inofensivo.&lt;br /&gt;Quando ela caiu no carpete, a outra se viu, finalmente, assassina. Mas não sentia isso. Era a vencedora de um duelo. Olhou para a inimiga derrotada e sentiu uma gota de orgulho. Não baixou a cabeça, somente os olhos para mirar a outra e viu o sangue se espalhar. A morte não era necessária, mas lhe trazia paz. Tinha um gosto bom. Sentia-se a livrar o mundo de um mal. Era uma heroína.&lt;br /&gt;Sentiu os olhos saírem de foco. Piscou pesadamente, voltando a si. Há quanto tempo ficara ali parada? O sangue secara em suas mãos. Grudara em suas unhas. Sentiu asco.&lt;br /&gt;Foi à cozinha e limpou-se com álcool. Pensou em como se livraria do corpo. Cortou o pescoço morno e deixou o resto do sangue escorrer para o carpete que o absorvia sedento. Se livraria dele sem respingos. Uniu forças para levantar a mulher e arrastá-la até o carro. Estava seca em dois sacos de plástico pretos. Um pela cabeça, o outro pelas pernas. Parecia sua árvore de natal no depósito.&lt;br /&gt;Dirigiu com calma e responsabilidade até o lugar ideal para ela. No lixão os cabelos, a pele e o carpete queimavam como folhas secas, cobertos de álcool.&lt;br /&gt;Voltou para casa cansada. Precisava de um banho, mas antes lavou a faca e a pôs de volta no faqueiro. Especulou sobre o fato de encontrar a faca na sala. Deus − pensou. Fez uma prece e dormiu um sono pesado.&lt;br /&gt;Acordou com um telefonema da mãe. Ela perguntava por sua prima. Disse que a vira no dia anterior, que conversaram e depois ela tinha ido embora.&lt;br /&gt;“Ela não disse aonde ia?”&lt;br /&gt;“Não.”&lt;br /&gt;“Estamos todos muito preocupados.”&lt;br /&gt;“Mãe, se acalme. Deus sabe o que faz.”&lt;br /&gt;“Não, você não está entendendo!”&lt;br /&gt;O marido estava preocupadíssimo com ela, eles descobriram que estava grávida e falava em suicídio. Ela disse que não era o momento e, segundo o marido, estava confusa e desequilibrada Tinham de encontrá-la.&lt;br /&gt;“Ela não mencionou nada? Sobre o que vocês conversaram?”&lt;br /&gt;“Roupas.”&lt;br /&gt;A mãe não respondeu. Ela continuou a falar, menos fria. “Mãe, se eu souber de alguma coisa eu te ligo”. Vou ver o que posso fazer.&lt;br /&gt;Estava com sono, e desligou o telefone. A conversa toda parecia surreal. Lembrou-se da imagem de sua prima vazando sangue no carpete. Suicídio? Seria um bem para a humanidade.&lt;br /&gt;Levantou-se e foi até a cozinha comer algo. Ficou confusa quando viu que no faqueiro havia duas facas. A sua não havia sido tirada de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-4046675514160147824?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/4046675514160147824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=4046675514160147824' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4046675514160147824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4046675514160147824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/09/perversa.html' title='Perversa'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-760895227511748203</id><published>2009-07-29T12:50:00.016-03:00</published><updated>2009-07-29T14:34:39.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diana Grafite'/><title type='text'>Diana Grafite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;&lt;em&gt;About:&lt;/em&gt; Postando em Português a pedidos. Diana Grafite me ocorreu em 2008. É um dos meus primeiros contos. Eu alugava um quarto em São Gonçalo e estava sozinha no silêncio quando a ideia e as linhas surgiram. A versão original é horrenda e o título não veio assim tão fácil, mas esse até que eu acho sonoro. Depois melhorou, e foi publicado na Revista O Verbo, dos Novos Escritores do Brasil. Hoje, se fosse reescrevê-lo, faria diferente, principalmente o começo, mas agora que já publiquei dá preguiça de mexer de novo. Gosto muito desse conto, apesar de achar que é um dos mais sem-graça d&lt;strong&gt;O Verbo&lt;/strong&gt;. Enfim, aqui vai o tal texto. Espero que agrade. Compre o seu exemplar da revista no site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.clubedaleitura.info/"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;http://www.clubedaleitura.info/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363935643092187826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SnCHDEyQ-rI/AAAAAAAAALk/qo_9m7yU4r0/s320/diana.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;Diana Grafite&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;Começar era simples. Começava sempre pelos olhos: expressivos, claros, acinzentados. Um vislumbre daqueles olhos era o bastante para que ele a quisesse. Depois as sobrancelhas, modeladas, perfeitas... Uma curva ia para baixo e o nariz delicado. Linda. A boca era volumosa e abaixo dela um queixo firme. O maxilar delineava a face geométrica. Vê-la ali era como acariciar seu rosto.&lt;br /&gt;Os dedos dele desciam do maxilar pelo pescoço até os ombros. Formas finas, fortes, delicadas. O indicador tocava o ombro e nele crescia uma sombra. Na parte intocada da pele permanecia alvura cintilante. Belos braços se formavam: seguindo desde o ombro até a axila. Um movimento curto e vertical. Depois os seios... Era como tocá-los com as pontas dos dedos... Um capricho e estavam nus. Círculos, círculos... Difícil esquecer deles. Um toque e um traço, o sombreado, e abaixo o umbigo: equilibrada forma na medida certa. Perfeito. Os dedos tocaram mais uma vez a fria pele branca, criando nova sombra. A cintura formou-se e era simples pensar nos quadris e vê-los prontos.&lt;br /&gt;As pernas, longas, torneadas, cobertas por um cetim tão grafite que brilhava em prata à meia-luz do quarto. Joelhos, tornozelos, cada parte do corpo era um monumento, feito com imenso capricho. Os dedos do rapaz esfregavam a pele da moça com força, buscando talvez aquecê-la, e maior a força, mais escura a sombra na pele. Ela mirava-o. O olhar lascivo, divertido.&lt;br /&gt;O rosto agora, a cabeça... Os cabelos com cachos largos pendentes, a franja desarrumada caindo sobre a testa, como as heroínas usam, e nos olhos, belos cílios compridos para emoldurar as íris tão cinza, tão grafite... Nas orelhas grandes brincos. No pescoço talvez um colar. Talvez não.&lt;br /&gt;Estava linda. Estava pronta. Teria um pingente com a lua minguante e com ele um nome divino: Diana. Nascera Diana.&lt;br /&gt;Diana o olhava. Os olhos cor grafite o invadiam, uma invasão típica das pessoas sem pudor. Ele sentiu necessidade de vê-la novamente.&lt;br /&gt;Envolta em um lençol majestoso digno das esculturas gregas, Diana olharia para um céu que não se podia representar. Os belos ombros não ficariam ocultos. Um cordão com a lua jazeria pênsil da mão de Diana, seus cabelos seguiriam um vento sem cor. Abraçava agora o tecido como que abraçando a si. A expressão era de angústia. Estava perfeita mais uma vez.&lt;br /&gt;Eventualmente ela estava nua, de costas para ele sob uma queda d’água, a transparência cairia, clara ao toque das mãos, os cabelos tocariam o ombro esquerdo, virados para frente. Impecável sombreamento na linha das costas. Era um deleite. Diana, Diana, Diana.&lt;br /&gt;Imagens de Diana, sempre. Mesmo sem querer, ela aparecia em sua frente, partia dos olhos. Dianas grafite. Ele insistia em tentar dar-lhe profundidade, e a cada imagem Diana era mais real. Havia algo inegavelmente profundo na imagem, na densa Diana que ele ia, aos poucos, conhecendo. Ele não cansava de vê-la e fazê-la surgir. Mais e mais Dianas. Sempre voluptuosas, provocantes, lindas, divinas.&lt;br /&gt;Duas Dianas se beijavam, ambas as deusas de olhos fechados. Diana exalava um prazer tenso, desejo irremediável. Calor. A primeira segurava os cabelos para trás, com a certeza de que estava linda, e Diana segurava a nuca da outra, seu beijo era fúria, força. Dianas congeladas no desejo eterno de consumirem-se a si mesmas. Tocavam-se, mas era só, e a dimensão desse toque era restrita.&lt;br /&gt;“Mexa-se, Diana!” Ele ansiava por ela, esperava por uma oportunidade de transportá-la para perto de si, e a trazia. Onde quer que ele estivesse, ela poderia acompanhá-lo. Ele era Diana, e Diana seria sempre expressão, seria ele. Ele a unira a si, amaldiçoando a ambos. Criador e criatura. O olhar dele para ela, sempre. Era para isso que ela servia. O olhar dela para ele, porém, proibido pelas leis do universo.&lt;br /&gt;Uma imagem, um desejo, o grafite sobre o branco papel e o papel de Diana: existir, ou quase. O toque dele era sincero, assim como dela o não sentir. O olhar era expressivo, e era ele o objeto expresso. Furiosa volúpia em grafite, e nele a falta de cor. Diana, a deusa sobre a folha. Ele se perguntava se ainda era o seu dono. Imagens que eram dele, que eram dela. E ele sentiu falta de quando a deusa era tudo, e esse tudo era o bastante.&lt;br /&gt;Amar, desejar Diana era vergonhoso, era inexplicavelmente patético. Nele formou-se amargura, mais por não poder tê-la do que por desejá-la. Amargura necessária para que ela tivesse poder. O poder que a mulher inalcançável retém. O poder de uma deusa. Ele estava em suas lindas mãos. Sabia-se culpado.&lt;br /&gt;A pele branca de Diana tornava-se amarelada, havia luz sobre ela, cada vez mais intensa, sua pele se aquecia. E, como todo o homem furioso em frustração, ele sentia prazer em assistir, em vê-la queimar, e o fogo a consumiu, pois algo tinha de fazê-lo. Adeus, Diana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-760895227511748203?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/760895227511748203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=760895227511748203' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/760895227511748203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/760895227511748203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/07/diana-grafite.html' title='Diana Grafite'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SnCHDEyQ-rI/AAAAAAAAALk/qo_9m7yU4r0/s72-c/diana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3349912448952129477</id><published>2009-07-15T23:55:00.004-03:00</published><updated>2009-07-19T23:07:53.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='to him'/><title type='text'>Presence</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;She went to the square where they used to meet. It was useless. She saw many people, but he was not there. What's the use, then? It was his smile that she wanted. The silence was killing her. Sometimes his voice spoke in her ear, perhaps she was crazy. She had never felt that way. She looked at herself, inside there was eagerness, urgency. Who was she to cause him anything? Who was she to make him wait? She was alone and felt disgusted by her own unrealistic thinking. For letting herself dream like that. She could take it. The urgency, the absence, those things she could live with, but she couldn't bear the silence...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Henry was discreet, he only came when she was alone. He always looked inside her dark eyes and smiled widely before kissing her. Once he sang to her. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sometimes he was light, sometimes he acted in a protective way, she loved him in all the ways he had let her. There was no data, she didn't know anything very specific about him, but she had glimpses of his soul when she looked through his eyes. She had that gift. His soul was clear, in shades of blue. Like the Caribbean sea, his spirit was fresh. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Once he had made her a very peculiar resquest. "Describe me"- He said. She knew that it was dangerous, but she tried, after some time, a paragraph came out. "A man stares at the sky looking for something, and when he sees all those stars that never end he smiles, for he knows the world is his, as it is that moment. A warm tear strings down his cheek and it gets cold on his face. He is filled with emotions, but can't help feeling empty." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;He was not 'a man', he was the fresh night and the tear, the sky and the stars. After describing she realized how sad the description was... She wanted to complete him, to be the missing part, to knot her fingers through his and make sure he wouldn't cry, or that he wouldn't cry alone.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"I love you"- He said. And she didn't know how to feel. Her love was bigger than she could have imagined, there were no limits, no boundaries, just pure and brutal love. What would she do with that love? That impossible, childish love for Henry, who disappeared now and then, who couldn't love her for being so much. For being perfect. That full-grown love that killed her inside, that made her suffer and write about hope and anticipation. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;He was still looking at her. He waited. She was hoping he would come, but wasn't really expecting him. She didn't allow herself to dream that high. And now there was a sharp pain inside her chest as she said "I always..." she tried to go on, but there was no voice, no word capable of expressing it, there was nothing heavier or darker than that selfish emotion, that ambition of keeping Henry close, never letting him go. She didn't say it, because she knew he would leave. Was he testing her? She felt the tears coming. They were heavy, hard to keep inside. She didn't want to ask in vain, she didn't want to pronounce the words, but they escaped. "Don't leave me".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;He embraced her. They talked for a while about many things. Anything except emotions. They had fun talking, it didn't have to be so tense, so exhausting to enjoy somebody's company. He made her feel special. He loved her. Maybe even the same way.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eventually, he left. A little piece of him died every time he did it.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;After watching him disappear in the night she spoke, to herself, a bit suicidal, "I love &lt;strong&gt;you&lt;/strong&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3349912448952129477?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3349912448952129477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3349912448952129477' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3349912448952129477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3349912448952129477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/07/darkness.html' title='Presence'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-433895091453914387</id><published>2009-07-03T10:23:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T10:24:11.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica;'/><title type='text'>Aquela quarta-feira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc66;"&gt;Junho 17, 2009.&lt;br /&gt;Acordei às 5:00. Às 7:00. Às 7:15. 7:20.&lt;br /&gt;            Levantei às oito e meia com um pouco de culpa. Tomei banho e lavei o cabelo com o xampu de tangerina com canela. Sensação de atraso. Enquanto eu esperava para pegar a condução - odeio essa palavra: condução. - minha cabeça ia leve em pensamentos simples dos quais não me lembro.&lt;br /&gt;Uma menina de óculos ia passando, atravessava a rua do outro lado do cruzamento. Ela acenou para mim, deu-me um sorriso gratuito inclinando a cabeça para o lado com uma doçura infantil. Percebi que ela tinha síndrome de Down. Ela me chamou ao dobrar os dedos da mão com a palma virada para cima em sua direção. Eu sorri curiosa. Sorri e fiz que não com a cabeça. Que ficaria onde estava, obrigada. “Eu vou até aí então”. Ela veio até mim e me cumprimentou beijando-me as bochechas, eu não parava de sorrir, ela segurou uma mecha do meu cabelo ainda molhado e cheirou, “que delícia”, ela disse. Ela tinha os cabelos pretos lisos na altura dos ombros e sorria simples. Era linda. Depois ela falou que lutava boxe, e que adorava, a mãe vinha logo atrás dela, comentando, alegre. E foram embora em ritmo de quem tem tempo para gastar. E foi um momento tão singelo e delicado que peguei a Kombi e depois o ônibus pensando em escrevê-lo. Depois esqueci dele. &lt;br /&gt;Cheguei ao trabalho não muito disposta à minha aula de meio-dia. Logo a coordenadora disse que iria assistir a minha aula. Ótimo. O nome dela é Alice. Ela reparou em coisas que ninguém havia reparado antes, nem eu. Falou de como eu tenho controle total do que acontece em sala, e que gostou de como eu lidei com um aluno difícil. Um dos mais difíceis que conheço. O nome dele é César. Ele tem suas manias. Alice notou que eu não sou dependente do livro e foi muito delicada ao apontar até mesmo coisas que eu esqueci de fazer. Fiquei um tempo me perguntando como alguém conseguia ser tão amável e doce.&lt;br /&gt;A Cris apareceu lá no trabalho. Cristiane é uma amiga insubstituível que eu tenho, uma das mulheres que eu mais admiro. A tarde passou rápido e comprei duas blusas na Hering. Eu gosto dessa loja.&lt;br /&gt;A aula de 18:30 foi boa. Um aluno chegou tarde. (40 minutos atrasado) e eu não deixei que ele assinasse presença. Ele reclamou de mim. A Mônica me falou. Ela trabalha na coordenação e ficou feliz por eu ter feito isso. Ela é engraçada, a Mônica.&lt;br /&gt;Cheguei em casa e o computador estava ligado, não pude resistir à tentação da internet. Conversei com o Matteo. O Matt é o Matt e pronto. Não tenho muito a dizer sobre ele. Só sei que ele me derrete o coração com palavras bonitas.&lt;br /&gt;Antes de dormir eu li o começo de Água Viva, de Clarice Lispector. Eu a amo. É incrível o que ela faz com as palavras. Essa admiração é estranha. Queria conhecê-la e dizer a ela que eu adoro o que ela escreve, e que a admiro. Pergunto-me se ela gostaria de saber. Ou de ter sabido em vida. Mas Clarice não precisa que eu ame o que ela escreve. O escrever para ela é uma força da natureza, a inspiração a carrega como uma enchente. Ela está à deriva das palavras que nela explodem. Eu escrevo sem parar e em linha, e muitas vezes eu repito palavras que corto na segunda vez que eu leio um texto. Tem um conto meu que eu adorava. Mas mexi tanto nele que acho que morreu. A palavra morre quando perde a essência, e a essência não consiste na verdade, mas na capacidade de se fazer acreditar. A essência é o talento dramático da palavra atriz.&lt;br /&gt;Esse livro dela é um fluxo de pensamentos, queria poder escrever algo assim sem que digam que a estou copiando. Gostei do que ela disse sobre as violetas.&lt;br /&gt;Hoje foi um dia bom. E agora escrevo linha ininterrupta. Pai, vem ler minha pseudo-crônica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-433895091453914387?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/433895091453914387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=433895091453914387' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/433895091453914387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/433895091453914387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/07/aquela-quarta-feira.html' title='Aquela quarta-feira'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-8469324748838756760</id><published>2009-06-15T16:02:00.017-03:00</published><updated>2009-07-06T21:26:10.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Language barriers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reality.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dream'/><title type='text'>Dreaming Awake</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;This short story is a piece of a dream.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;I wrote it in English&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; because it's the closest I can get to a very special person. It should have been written in Italian.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(192, 192, 192); text-align: center;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Dreaming Awake&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:trebuchet ms;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;He opened his eyes and felt half-awaken. A quiet numbness was floating over him, it felt good. He was glad. His body was still warm from the blankets and the bed had their bodies' heat on it. He saw her long hair lingering on the pillow, she was still in a silent sleep, he could see her back, completely bare. It was beautiful, the whole picture. He put his face near her and smelled her hair and neck, he couldn't stop smiling. The moment his nose touched her skin she smiled even before opening her eyes. It took a moment for her to understand that she was really there. She had really slept in his arms. Hapinness was bigger than herself. She turned to him and smiled, his face was waiting very close to hers. He had impossible bluish-green eyes, that she thought could see right through her. Kissing was natural, and it happened before they could think of what they were doing. Every second, they were smiling silently. Her heart was light and so was his. For a long time he had waited and imagined that moment, and now it was true, it was the present, and it was better than any of the dreams he had of her. "You're really here", he said, more to himself than to her, "I am" and he kissed her neck and shoulders, they smelled good, is was not a perfume, but a scent, it was the smell of her skin, that touched his. It felt like she was a piece of him. She felt complete when she held him close to her. Now she could do so. "Can I hug you?" She had asked, the day before. "What is hug?" Right. The language barrier... She had opened her arms and put them around him, and held very tight. "Like this" She didn't have to describe, she could show him and that was good. "Any time you want" He said. She had wanted to hug him so many times before and couldn't. "I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:100%;" &gt;&lt;i&gt;can&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:100%;" &gt; hug you." She said, in content disbelief. He didn't ask to touch her hand or to kiss her, he knew he could. And now here they were. On a bed, half asleep, his body over her, one being part of the other. It was &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:100%;" &gt;more, much more than they expected.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-8469324748838756760?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/8469324748838756760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=8469324748838756760' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8469324748838756760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8469324748838756760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/06/dreaming-awake.html' title='Dreaming Awake'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-8070275911375003244</id><published>2009-05-31T19:39:00.006-03:00</published><updated>2009-05-31T22:52:38.752-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Concurso; Passageiro; Para Márcia Regina.'/><title type='text'>Passageiro</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;O 3° Lugar do Concurso de Contos do CALET (UERJ) 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Passageiro&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos fatores os separavam. Os países, a cor, a cultura. Tudo que os formava individualmente os separava como casal. Um tempo, um momento os unira e o que os mantinha juntos era um amor flutuante. Sem raízes e sem rumo.&lt;br /&gt;Ela sabia que ele não a acompanharia. Que estava no fim.&lt;br /&gt;Dentro de algum lugar próximo e desconhecido havia uma multidão, um turbilhão de acontecimentos. Dentro de tudo que se sente existia uma criança. A menina tinha cabelos cacheados, e estava num vestido rosa de cetim. Um sorriso quase extinto do rosto. Ela caminhava pelos pequenos espaços pelos quais era possível se locomover. Era difícil passar. Tropeçava na multidão movimentada. Esbarrou em um homem alto, de terno cinza, que se virou para ela, confrontando-a.&lt;br /&gt;Ele era velho e tudo em sua aparência, principalmente o olhar, latejava com estável severidade e inteligência. Parecia estar esperando por ela. Parecia ver e medir todas as pessoas ao redor. Tinha olhos que entendiam tudo. Era magro e eterno em sua existência. Saudável, tinha um cavanhaque grisalho e em meio a todos que os rodeavam era impossível ignorá-lo. Ela soube, ao vê-lo, que àquele homem ela teria de ouvir. Ele não disse nada, no entanto. Simplesmente olhou-a, e balançou a cabeça negativamente. “Você acha que eu tenho que ir embora, eu sei.” A menina disse, em voz miúda. Ele a olhou fundo nos olhos até que ela desviasse o olhar. “Você já está indo. Eu te venci.” Não havia rancor ou vitória, ele falava como um fato. A menina corou numa fúria infantilmente genuína. “Eu ainda tô aqui, não tô?” O homem parecia divertido, e com suavidade avaliou-a. “Você teve seu tempo aqui, e aposto que foi divertido para você me criar alguns problemas. Eu sinto muito, mas seu momento acabou”.&lt;br /&gt;Havia um confronto acontecendo do lado de dentro. Podia sentir. Ela concluiu que gostava de amar. O amava tanto. Uma mensagem no celular: “estou com saudades.” Ele pensava nela. Sabia o quanto ela era especial, singular em sua beleza. O afeto entre ambos era óbvio. Suas diferenças, seus contrastes eram uma linha cinza. Ela precisava de atenção. De alguém que iria ligar pra ela, mandar mensagens, e fazer com que ela se sentisse especial a cada segundo, indispensável e amada a todo o momento. Ela precisava disso. Precisava dele presente, ali com ela.&lt;br /&gt;Ele achava que ela queria demais. Coisa de mulher, não? Gostava dela. Gostava que ela fosse vê-lo. Gostava do cheiro dela, do corpo, da presença dela. A voz do outro lado do celular, a foto do outro lado do monitor. As mãos dela nas dele. Branco no preto como eles eram. Gostava de estar nela. Isso doía, não bastava.&lt;br /&gt;Começou a se perguntar se estava sendo irracional. Talvez fosse demais. Era o que ela queria, ela queria e isso deveria ser importante. E não via mal algum em querer mais. Mais afeto, mais atenção, mais dele, mais ele. Ela pedia. Pedira mais de uma vez a ele para deixá-la. “Eu preciso de coisas que você não pode me dar. Você só me ama até onde acha necessário, e é conveniente pra você. Eu me sacrifico por você. Eu me esforço pra estar completamente com você. Você me faz mal nessa leveza que tudo tem pra você. Eu me sinto incompleta. Falta um pedaço de mim que está a centímetros de distância, e ainda sim não posso ter. Então deixa eu te deixar. Me deixa ir.”&lt;br /&gt;Ele não compreendia porque era tão difícil. Ela se machucava tanto... “Eu estou aqui, com você, eu te amo. O que você me pede não faz sentido. Mas se você precisa disso para ficar feliz comigo é isso que eu vou te dar.”&lt;br /&gt;Durava uma semana. Ela sentia algo a se frustrar. “Eu não sei o que estou sentindo direito, mas estou sentindo muito. Está acabando. Está indo embora.” Ela desejava desesperadamente que ele lutasse por ela, por eles. Oscilava entre o pensar e o sentir. Lutar sozinha era impossível.&lt;br /&gt;E naquele turbilhão o senhor ainda observava a menina. Analisava. Ela ainda estava ali. O amor não fazia sentido. “Talvez eu fique um pouco mais”, disse ela. Era uma súplica. Nesse momento a multidão se abria a dar passagem a alguém e entre o velho e a criança postou-se um jovem. Bem ali, no centro de tudo que existia. Usava uma camiseta vermelho-forte, despretensiosa como ele era, mas exibia a luz inegável do que é novo, ele era cercado por uma expectativa, o velho não sabia bem de quê. O rapaz trazia uma singular felicidade. Diferente da menina, que simplesmente estava presente e olhava os próprios pés. O velho expirava razão e seriedade. Parecia desapontado.&lt;br /&gt;Olhou o rapaz até saudá-lo com um sorriso mudo, e enquanto os três se confrontavam, avaliou-o calmamente. A expressão ilegível e cheia de significados. E mesmo ele, tão inteligente, se surpreendeu quando ao voltar os olhos para a menina, viu uma moça de cabelos lisos e curtos. O vestido rosa desbotara-se e o cetim tornara-se algodão. Ela olhava para si. Madura e sem brilho, o movimento natural da multidão foi levando-a devagar para longe dali. Ela sorriu com calma ao ser levada para as periferias do pensamento, onde ninguém mais se agitava.&lt;br /&gt;E o velho acenou com a cabeça para o jovem, retirando-se também, pronto para a próxima batalha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-8070275911375003244?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/8070275911375003244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=8070275911375003244' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8070275911375003244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8070275911375003244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/05/passageiro.html' title='Passageiro'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-2600031877710770880</id><published>2009-05-25T15:29:00.013-03:00</published><updated>2009-05-31T23:31:42.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giovanna'/><title type='text'>Girassol</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SiMFpHExWHI/AAAAAAAAAGQ/oJPa4M_ShV0/s1600-h/Girassol.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342119786823374962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SiMFpHExWHI/AAAAAAAAAGQ/oJPa4M_ShV0/s320/Girassol.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffff66;"&gt;Conto que fiz para minha irmã, dona de uns olhos um tanto particulares... Ainda tem algumas coisas nele que me incomodam, mas não sei muito bem o que. Espero que agrade. Qualquer crítica é bem vinda. Sem exageros, ok? Peguem leve. Abraço.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Girassol &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff9900;"&gt;Estavam finalmente juntos. Depois do tempo, o toque era completo, e satisfazia a ambos, como quando se come um doce que se deseja há muito. Olhavam-se e sorriam, estavam ali, e um era do outro. Podiam ser e agir com a certeza e a efemeridade que um momento curto promete. Ousar pela consciência da falta do tempo.&lt;br /&gt;Ele estava com ela, afinal. E a começo. Na praia, sentados sob o sol que queimava a pele, ele segurava-a. As mãos nas costas, como a impedindo de cair, a trinta centímetros da areia. E podia realmente vê-la, ver a cor, sentir o cheiro, o sorriso. Era fácil e era bom.&lt;br /&gt;Os olhos eram iluminados pelo sol. O castanho claro tornava-se alaranjado, quase amarelo, e a íris parecia uma camada de tinta sob uma superfície de vidro. Cores pastosas espalhavam-se envolta da pupila, como tinta a pincelar as pétalas de uma flor, iluminadas por luz solar. As íris de girassol. Linda.&lt;br /&gt;Tinham pouco tempo, e ele se perguntava como esse pouco, esse pequeno tempo era tanto. Curto e intenso, e o momento era ela. Eles.&lt;br /&gt;A imensidão breve os afogaria, talvez por isso pudessem ser o que queriam. Escolheram ser reais. O medo os deu sinceridade, o tempo os fez entregues como eternos se um para o outro. Os poucos dias durariam para sempre, tão breves que poéticos. Um imenso domingo ensolarado.&lt;br /&gt;Antes eram e-mails e telefonemas. E não havia nada como ter o objeto de encanto nos braços. Em mãos. Mesmo que por um momento. A consciência de que era breve tornava tudo mais especial. Limitava a um. Os amantes eram abençoados pela perfeição do momento. Do romântico. Da falta de tempo para enxergar ou mostrar as rachaduras na pele de pedra de Vênus.&lt;br /&gt;O que era real era ilusão: breve, belo, infinito de finito. Uma grande representação, o encanto já não cabendo em si. Felicidade gratuita. Muita.&lt;br /&gt;Queriam estar para sempre. Mas o estar é ação temporária. Presente contínuo, finito. Queria estar para sempre. Claro. No momento em que não havia lugar para nada além do deslumbramento. O vislumbre da perfeição. Deveria ser sempre assim. Pois tudo vale muito mais por não estar sempre presente. Um momento era ela, ele. E a vida que vale a pena é feita de momentos costurados um no outro.&lt;br /&gt;Ele a costurava a si. Talvez por um segundo, talvez para sempre, não se importava com o tempo, mas com o pedaço que ela era. Porque ela era algo. Uma parte. E o encantava com seus olhos furta-cores, talvez por serem castanhos, por serem alaranjados, amarelos, talvez pela mudança contínua que o sol orquestrava, talvez pelo formato de flor. Ele sorriu.&lt;br /&gt;Não sabia para onde iam, e via que ela também não. Preocupavam-se com a paisagem, sem destino prévio. E a paisagem era a de um dia ensolarado, as flores mirando o sol. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff9900;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-2600031877710770880?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/2600031877710770880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=2600031877710770880' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2600031877710770880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2600031877710770880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/05/girassol.html' title='Girassol'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SiMFpHExWHI/AAAAAAAAAGQ/oJPa4M_ShV0/s72-c/Girassol.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-8154763881645169875</id><published>2009-05-13T17:11:00.004-03:00</published><updated>2009-05-29T12:57:18.389-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teorias; Murphy; Eistein; Newton.'/><title type='text'>Humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;Sentiu alguma coisa. Lera que os preguiçosos sentiam uma vontade estranha de fazer algo, mas não sabiam o quê. Não era vontade de fazer algo, era uma vontade de não fazer nada. Isso a fazia mais ou menos preguiçosa então? Depois dos feriados se sentia assim, um pequeno tempo sem fazer nada e estava convencida a deitar e dormir numa extensão eterna. Hibernar. Talvez acordasse descansada. Talvez não. Talvez seus músculos se atrofiassem e ela ficasse presa na exaustão para sempre. Inércia. Lera também um conto chamado A Primeira Lei de Newton. Lembrava que gostara muito. Mas não era ela. Gostava mais da terceira lei. Ação e Reação.&lt;br /&gt;Se um corpo A aplica uma determinada força em B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e parava de prestar atenção nesse exato momento... Mesmo o quê, hem? Mesma direção... E sentido oposto...? Não era boa nas exatas, apesar de que não parecia muito complicado. Simples, exato. Mesma intensidade... Sentido Oposto. Não era ladainha da dona da loja de produtos esotéricos, era física agora. Era mais fácil acreditar na física. Lançaria seus planos no universo e isso desencadearia um resultado. Isso tinha a ver com a dona da loja de produtos esotéricos.&lt;br /&gt;Tudo o que ela possuía de diferente e a fazia única e especial estava nos planos que tinha. Os planos eram forças. A impulsionavam para frente. Será que ao projetar força em direção aos seus objetivos eles a empurravam de volta? Mesma força. A contra B. Empate. Inércia? Três leis que se contradiziam, como as leis da robótica no filme?&lt;br /&gt;Empurrou o caderno em que escrevia palavras pesadas. O caderno se moveu. Ação e reação nunca se anulam, agem em corpos distintos. A podia mover B. Não era força, mas corpo. Muitos fatores determinavam o que aconteceria com A e B. Socar uma parede não moveria a parede. A parede devolveria a força. Bem feito. Nunca soque uma parede.&lt;br /&gt;Quanto mais movimento, mais se movimentava. Mais disposição, menos tempo. Queria ler mais livros, estudar mais, dormir um pouco mais. Trabalhava sábado. Que droga trabalhar no sábado. E ouvira: Mas sabia que quando eu morava nos Estados Unidos eu trabalhava todos os dias, sábados, domingos, feriados, em casa... Essa coisa de não trabalhar no sábado é coisa de brasileiro. Curioso. Soltou dos pulmões um breve “hum”. Coisa de brasileiro. Não sei não. Sempre morou no Brasil. Que droga trabalhar no sábado. Que droga morar no Brasil. Isso era um princípio relativo. Tinha a ver com o referencial. Tinha a ver com geografia.&lt;br /&gt;Tempo e espaço. Einstein. Ele tinha cara de louco, Aquele cabelo despenteado, de aspecto sujo a incomodava. Não fazia sentido apostar em teorias que eram tão invisíveis a seus olhos. Preferia teorias mais facilmente comprováveis como a de Edward A. Murphy.&lt;br /&gt;Precisava comprar um incenso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-8154763881645169875?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/8154763881645169875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=8154763881645169875' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8154763881645169875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/8154763881645169875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/05/humana.html' title='Humana'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-7467938632939934447</id><published>2009-05-01T14:19:00.005-03:00</published><updated>2009-05-01T20:23:50.628-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><title type='text'>O nó</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;Você sente uma dor tão aguda que não cabe em seu âmago, ela toma todo o seu corpo e parece se expandir como uma nuvem. Densa como uma nuvem. Você pensa “escreva a dor”, e escrever não parece fazer o menor sentido, “fodam-se as palavras”. É tudo um teatro, umas palavras bonitas. Nada como sentir a dor, o espatifar de alguma coisa dentro de você que você não sabe o que é. Alguma coisa quebrou. Como um copo pesado que estilhaça em duzentos pedaços que socam o resto do peito. E tudo dói.&lt;br /&gt;O choro pesa como pesam as palavras que escorrem forçosamente para baixo da garganta. Elas caem lentamente se arrastando pelas paredes provavelmente vermelhas que existem na parte de dentro do seu pescoço, depois da sua boca. Você engole e a dor vai pra lá. Respirar incomoda e existir incomoda. A cabeça dói. E você aperta os olhos, os lábios tremem.&lt;br /&gt;Sua aparência deve ser horrível. A dor é feia. Ela sai, está do lado de fora como está por dentro, e palavras voam por sua mente, que merda todas essas palavras. Na sua cabeça Clive Owen te diz que o coração é um punho coberto de sangue. Tão coerente.&lt;br /&gt;Você segura a respiração e essa forma arredondada que parece estar na sua garganta, acha que tem controle sobre ela. Mas ela não vai embora e é difícil entender. E você tampa a boca pro choro não sair, pra não ganir como um cão, para ninguém escutar a sua dor.&lt;br /&gt;É injusto que essa dor exista. Ela existe pra você, é só sua. Tudo que aconteceu em toda a sua vida parece caminhar para esse momento, essa angústia pesada que te deixa com dor de cabeça, de tanto que você se segura pra não chorar, ou não chorar mais do que já chora. O seu corpo chora por inteiro, e você está sozinho. É tudo para você. Você precisa gritar, mas não grita. Não chora. Não gane como um cão, afinal.&lt;br /&gt;Você respira enquanto o seu corpo treme e os seus olhos se inundam de lágrimas que você não convidou. Vai passar. Você ofega sem querer. Se xinga por dentro: “pára, porra! Pára de chorar” e vai passando. O seu peito ainda pesa duas toneladas, sua cabeça ainda dói. Você pensa na dor e alguma coisa sobe de volta a sua garganta, os lábios tremem, mas você os controla. Vai passar. Os olhos cheios de lágrimas. Vai passar. A dor de cabeça, a dor invisível que te aperta o coração, um punho fechado e vermelho o apertando. Você está coberto de sangue, não vê mas sente. O rosto está vermelho, quente com todo aquele sangue. Vai passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-7467938632939934447?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/7467938632939934447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=7467938632939934447' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/7467938632939934447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/7467938632939934447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/05/o-no.html' title='O nó'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-494095201681179081</id><published>2009-04-20T21:59:00.003-03:00</published><updated>2009-04-20T22:16:04.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não aceitar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não admitir'/><title type='text'>Rejeição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#33ff33;"&gt;Estou aqui pensando sobre a rejeição e seu conceito em si. Quando uma criança compete com a outra por atenção, e os pais só fazem ficar furiosos com ambas, quando um homem rejeita uma mulher, quando a mulher não é rejeitada mas assim se sente porque a mulher é o ser que mais sente no universo. Sente demais. Coisa que existe apenas dentro de si. Muitas coisas, principalmente essa tal de rejeição. O amigo que não ligou pra você, saiu com o outro. O homem que te promete o mundo e depois diz que não vai dar, porque tem outros planos. Um órgão transplantado é rejeitado por outros órgãos... O egoísmo é tamanho que é preferível falecer a aceitar... A rejeição de uma mãe por um filho, de um filho pelos pais. Do cachorro pelo novo filhote. De um jovem por um velho. Por um cego. Um analfabeto. Um pobre. Não aceitação. Negação. Não admissão. "Não, aqui você não é aceito." Aqui não. É inexplicável. É inegavelmente presente. Ainda é visível, o que garante a esse sentimento maior credibilidade do que Deus em si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#33ff33;"&gt;É complicado. É simples. Podem acreditar que vai sair um conto disso aqui. Ah, se vai!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-494095201681179081?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/494095201681179081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=494095201681179081' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/494095201681179081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/494095201681179081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/04/rejeicao.html' title='Rejeição'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-2723115869047696751</id><published>2009-04-14T14:22:00.005-03:00</published><updated>2009-04-20T21:53:06.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adeus'/><title type='text'>Ilusão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#33ccff;"&gt;&lt;em&gt;If you love something, set it free. If it comes back to you, it's yours. If it doesn't, it never was. We do not possess anything in this world, least of all other people. We only imagine that we do. Our friends, our lovers, our spouses, even our children are not ours; they belong only to themselves. Possessive and controlling friendships and relationships can be as harmful as neglect.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#00cccc;"&gt;&lt;em&gt;Se você ama algo, o liberte. Se voltar a você, é seu. Se não, nunca o foi. Não possuímos nada neste mundo, principalmente outras pessoas. Nós somente imaginamos que sim. Nossos amigos, nossos amantes, nossos esposos, até nossos filhos não são nossos; eles pertencem somente a si mesmos. Possuir e controlar amizades e relacionamentos pode ser tão prejudicial quanto a desatenção...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#00cccc;"&gt;(PROVÉRBIO CHINÊS, CITAÇÃO DE ALISON WILCOKS)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-2723115869047696751?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/2723115869047696751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=2723115869047696751' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2723115869047696751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2723115869047696751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/04/if-you-love-something-set-it-free.html' title='Ilusão'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-846746774116007</id><published>2009-03-19T15:13:00.002-03:00</published><updated>2009-03-19T15:20:34.943-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arab'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chat'/><title type='text'>Aspecto Cultural</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Essa postagem é pra quem fala inglês... Desculpem, mas é a Globalização. Aí vai uma conversa por msn. Uma brasileira e um Árabe, falando de Religião. Divirtam-se!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;koko diz:&lt;br /&gt;what;s your religion luiza&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;what is yours?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;muslim&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't have exactly a religion, but I believe in God, and I think I believe in Karma&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;aha&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;How is this religion?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;believe in Karma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What do you believe?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And...&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;and the proht mohamed&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What did he say?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;propeht mohamed&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;*prophet&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;koko, u there?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;wait just seconds&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;luiza&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Yes..&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;We were talking about religion&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;i give u a link taking about our prophet mohamed&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;http://mohammad.islamway.com/?lang=eng&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;that is&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;in english&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;okay.. I'll read&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt; read then say to me what's opinion&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;You call God allah?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think the same God has many names&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;what do u think?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;yea W believe with taw7eed&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;allah is the only GOD&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What do you think Allah wants from the human kind?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;PRAYING&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and what else?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;ALLAH created all human to praying and beleive that is la elah ela ALLAH AND MOHAMED RASOUL allah&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I dont understand elah ela allah rasoul?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;rasoul= prophet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; go away , i have already enough friends está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;elaa with us&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;u r welcome&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;thx&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;luiza asked about prpophet mohamed&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok luiza&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;but i can't speak untill u be with us&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;if ur busy&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;postpone tht to another time&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;i send that link to luiza&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;http://mohammad.islamway.com/?lang=eng&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;coz i wanna ur attention&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I want to understand&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ur available now ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;want to know wat ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I want to know what Allah expects from me&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and you&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and all people&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok luiza there is one god in all over the worl&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;there is no one else&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think that too&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think people believe in the same God, but they call Him by different names&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;noooooooo&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;allah only the god&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;no ALLAH&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;NOT ANOTHER NAME&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Is Allah Good?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;there r 99 names of allah but tht in our religion only el islam&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;yes good&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Does he want human kind to respect each other?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;great&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;if u know our religion well&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;The God we know here wants the same things&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;and we  only who worship to allah only the muslims&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;So that is why I think all the world believes in the same God&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;what about GOD you know luiza&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;u will know wat's the rules to respect each other&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Not to kill&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Not to steal&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;yeaaa&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;tht right&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To help when we can&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To love&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To pray&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To think of others and not only of yourself&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt; yea all these is principles in our islam&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;That is the principle of Kardecism/Espiritismo&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;in Brasil&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;We want peace&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and respect&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And i think you want that too, right?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok luiza tell me about his structure , can u ?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;what do you mean by structure?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;how is he ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;God/Allah?&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;urs&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;the religion?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;planing what it mean what it wan from u&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;God is not a man, not a spirit&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;nooo tell me how is ur god ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;He is creation&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;hmmmmmmm&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;He is nature, and everything that lives on earh&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok wanna know his creation&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;*earth&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;hmmmmmm&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;on earth ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;on the planet&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;how u worship him ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;In brasil there is Catholicism...&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;But I don't have a religion, as I told u&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;We also have protestantism&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;do u know catholic and arthothoic&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yes, I know many people who are catholic&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok but what you do when you need something ? , u must ask ur needs from your god because he is the only one that can answer you.&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;i mean when you are in triouble&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;troule*&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;trouble&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Oh, yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think even those who don't believe in God talk to him sometimes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;When we close our eyes and wish for something&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think we are talking to god&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok , but what will make him answer you and you are not believing in him&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Maybe he will answer, maybe he won't.&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Even if you believe in him, maybe he won't do what you ask&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;He will do what he thinks is best&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And we must always trust His decision&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;luiza r u think once to believe of any of these religions which u saw in brazil?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I never had a religion&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ok tell me if he refuse ur pray will he postone it to u ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I never believed in something completely&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;or replace it to u ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;dont understand&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;postone?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;replace?:&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;delay&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;postpone&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;oh..&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think God wants us to be happy, but I believe it is not him who chooses that&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think we choose.. By our actions&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;who ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;As I said.. i believe in karma&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;If we act wrong, we will pay for that&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;by our action ? ok wat's his job now ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;It will come back to us&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;His job is to be that voice inside us who shows the right way&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and WE choose&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;to listen or not&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;luiza u say that I think we choose.. By our actions&lt;br /&gt;r u make all that u choose or u have troubles to do that sometimes&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;wait me plz&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;back&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;goahead&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;r u there luiza ?&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;i want luiza to answe my question&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; mostafaa está na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;luiza&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;ma brother mostafa&lt;br /&gt;go away , i have already enough friends diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;hi, mostafa&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;!&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Mostafaa&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;hi Luiza&lt;br /&gt;koko diz:&lt;br /&gt;hi mostapha&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;hi koko&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Hi!&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;nice to meet u all&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;You too&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;thx&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;mostapha we talked about ISLAM &amp;amp; PROPHET MOHAMED&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;nice back LUIZA&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Hii&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What was that question you had for me?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;koko&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;luiza u say that I think we choose.. By our actions&lt;br /&gt;r u make all that u choose or u have troubles to do that sometimes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;YEA&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;am here&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;If I have trouble to do the right thing all the time?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Is that the question?&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;luiza u say that I think we choose.. By our actions&lt;br /&gt;r u make all that u choose or u have troubles to do that sometimes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;if u cant make which u choose&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;what u make?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't understand the question very well&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What do i do&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;If I can't do what I chose?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Give me an example&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;am asked what do u do if u can't what u choose to de&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;What I do..&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;If there is no alternative there is no choice...&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;So you do what seems to be right&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;u close ur eyes and praying then thre's no reply&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;yea&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;ok dear&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;is anyone there&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;There is no reply..&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;luiza&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;But I don't think God will answer to our prayers&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;if ur parents not good&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;he will answer&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;how will u treat them ?&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;but in not the way u think&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Yes.. that is what I think&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;He doesn't answer in a human way&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;It is that feeling we have... When we know what to do...&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Or sometimes we know what to do but dont have strenght to do so&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;yea right&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think God sends people to help us&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;thats right&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;and send with these people something very improtant&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I think the concept of God is basically the same. But You call him Allah, and we say God(Deus, in portuguese)&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;is the wine is legal or taboo in ur religion ?&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;there is no god except ALLAH&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;wine&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Wine is legal in our Country&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Also in our religion&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;But the society doesent see drinking as a good thing&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Especially Kadercism&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;but wine brings evils&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Kardecism defends that too&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;wat Kardecism&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;if it forbiden from the god no one will drink it&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;because some people fears only from the human laws about wine&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;so when they are alone they drink it&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;u told me tht the god and ur religion say tht it's not forbiden , right ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't have a religion&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I believe in god&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ur god&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And in some "rules"&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;but god without religion ?u know wat's the rules which u believe in it ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tht call religion luiza , but u name it rules&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;u got it or not ?&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;u mean that her believe in many things not areligion i want what we call that&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;these things which she believe in it we call it religion&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;be with me luiza&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;may be u take a walk now&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;have a good time baby&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Noo&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Listen:&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;wat ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I dont have a religion&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok ok&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;i got it&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Dont go to temples or churches&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;so i said tht&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;But I believe in God&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;and ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;some rules&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;right ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and I think he wants people to respect each other&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To love, to pray&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;yea tht right ok&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To help each other&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;be with me&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;she is with u bro&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;the god said to u to love respect ... etc&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;right ?&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;yea&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;luiza whre r u ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;that is right&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok wat do u call these ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;rules , right ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;these what?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;the rules?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't know...&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;How do you call it&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;to love , to respect&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;mandamentos&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tht religion&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;the rules which we follow it&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;There are many religions which believe God wants that&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tht the religion luiza&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Do you believe in reencanation?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;wat&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;*reencarnation?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;When you die.. what happens?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tell me u&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;WITH YOUR SOUL&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;your spirit&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;yes i know&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tell me u wat do u now about it ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;In catholicism they believe that if you are good you go to heaven&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;nooo&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;if you are bad you go to hell&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;i want wat do u believe&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;In kardecism&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;They believe that your spirit gets closer to god&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And if you are not ready to be there you come back to life&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;in another body&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;To learn&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;More&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;learn more about wat ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;For your spirit to evolve&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;to do good things and return again ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Learn about life, bEcause only with wisdom you can be a good person and&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Sometimes&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tht mean tht if u die now&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;and urn't good&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;will turn back to life ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;kind of&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;her spirit will go to another body and born again with it&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;You will&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Your spirit will come back to earth&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;YES!!!&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;That's it&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;tell me when and who turn back to life again ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;BECAuse they believe&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;that this world&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;is a place to learn&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;how to be a better person&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;and then ?&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;r u believe in this too?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;And when you learn you get closer to God&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok then ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't know&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;dun know wat ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I believe that we pay for what we do wrong&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;at the first i told u to tell me wat do u believe&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;not other&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't know if I believe that we can come back for a new life, without&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;y the god creat us ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;remembering&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;YES&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;in ur opinion ? as u said&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;god created us&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and this world&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;to learn in this life&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and everything in it&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;why ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;why ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;to learn in this world ?&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yes[&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;as she said to become closer to GOD&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;to learn&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;we are here to live and do our best&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;live and do the best ? for ex ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;It is a challenge to think of others&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;not only in yourself&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Be a good person... as God made us capable of&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;Do you believe in the Devil?&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;yeah&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;yes&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;yeah??&lt;br /&gt;Alaa diz:&lt;br /&gt;who creat him ?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;How is he?&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;catholicism thinks that the Devil was an angel&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;Rahem-koko diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;in Islam he was not&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;and he wanted to be greater than God&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;So, he turned against him&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I don't believe that&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;I..&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;let me tell u the story of the devil in Islam&lt;br /&gt;Luiza  Nerd Wannabe diz:&lt;br /&gt;tell me&lt;br /&gt;mostafaa diz:&lt;br /&gt;and forgave my bad english...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;____________________________________&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-846746774116007?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/846746774116007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=846746774116007' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/846746774116007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/846746774116007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/03/aspecto-cultural.html' title='Aspecto Cultural'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5953209137548118570</id><published>2009-03-05T16:22:00.006-03:00</published><updated>2009-05-25T15:18:31.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hierarquia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orkut'/><title type='text'>Das relações de poder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#33ff33;"&gt;Incrível, não é? Mesmo em um espaço livre, as pessoas gostam de hierarquia, &lt;em&gt;precisam&lt;/em&gt; dela. Entrei em uma comunidade bem "legal" do Orkut, o nome é Novos Escritores do Brasil. Um lugar para amadores, como nós, pensarem-se escritores e submeterem os textos a críticas e elogios daqueles que já possuem algum tipo de poder e influência em determinado grupo social. Assim que li o primeiro conto na comunidade, que era bem simplório, vi um elogio fora de lugar, de alguém que não parecia saber do que estava falando, vamos dizer que era uma mulher chamada &lt;strong&gt;Clau.&lt;/strong&gt; Talvez Clau só quisesse fazer amigos ao elogiar tudo o que lhe botassem na fuça. Depois do elogio havia uma crítica, um tanto dolorosa, mas sincera de um homem. Vamos chamá-lo de &lt;strong&gt;Robson.&lt;/strong&gt; Logo depois da crítica de Robson, havia outro comentário de Clau, falando que ela tinha gostado do trecho, mas que Robson tinha muita experiência e etc... E cercou-o de um puxasaquismo descomedido e desnecessário. Continuei a participar da comunidade, dando minhas opiniões mas sem submeter meus textos a críticas. Não tenho medo de críticas. Tenho um arrogante medo de plágio. Mas... Continuemos, fui percebendo que Robson realmente entende de literatura e escreve brilhantemente, de uma forma confusa e um tanto elitista. Ele afirma sua posição como entendedor de literatura e todos o respeitam. Existem outros membros da comunidade que possuem uma certa posição de poder, e não muito estranhamente, eles &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; concordam. Robson viu meus comentários na comunidade e me adicionou. Me senti importante. Fora aprovado por uma pessoa influente. Ele elogiou minha participação na comunidade e tudo o mais. A questão é o porquê disso ser tão importante. Aprovação. Aceitação. A palavra final. E eu me pego preocupado com o fato de que eu também me pego a buscar um reconhecimento, uma validez nessas relações. Comportamento humano. Não possuo esse conhecimento de psicologia, mas que é curioso é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5953209137548118570?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5953209137548118570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5953209137548118570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5953209137548118570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5953209137548118570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/03/das-relacoes-de-poder.html' title='Das relações de poder'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3502727115686513916</id><published>2009-02-27T09:48:00.009-03:00</published><updated>2009-03-05T17:48:02.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nirvana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora de frequência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ausência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relaxamento'/><title type='text'>Objeto Não Identificado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu estava lendo. Ou achava que sim. A cabeça inclinada e os olhos na direção das letras, de alguma forma a minha mente se concentrava em algo que eu não sabia o que era, que meu subconsciente escondia de mim. Foi depois que meus olhos começaram a arder levemente que eu percebi que não pensava em nada, nada que eu pudesse dizer o que era. Um espaço branco. Eu não sabia quanto tempo tinha durado a minha falta de consciência, quanto tempo tinha durado essa inexistência minha no mundo. O que era aquilo? Aquele fenômeno magnífico e incontrolável que me tirava de frequência, que me tirava do mundo enquanto eu estava sozinha. Ausência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Demorou alguns instantes para que eu voltasse à realidade. Onde eu estava? Meus olhos tinham escorrido por toda a página mas eu só tinha realmente lido o início. Não sabia o que tinha acontecido comigo, para onde eu tinha ido. Eu tinha morrido. Eu tinha sido ausência, falta de consciência entorpecida e não identificável, nem mesmo por mim. Não doeu nada, nem existiu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3502727115686513916?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3502727115686513916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3502727115686513916' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3502727115686513916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3502727115686513916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/02/objeto-nao-identificado.html' title='Objeto Não Identificado'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-4499382530173382253</id><published>2009-01-11T16:47:00.002-02:00</published><updated>2009-01-11T16:52:27.442-02:00</updated><title type='text'>idêntico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Espelhos pra ela se ver&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;venta o tempo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;vazio dentro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;espelhos pra ela se ver...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;o sorriso congelado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;em silêncio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;espelhos pra ela ser...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-4499382530173382253?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/4499382530173382253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=4499382530173382253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4499382530173382253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4499382530173382253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/01/idntico.html' title='idêntico'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5510200855335437212</id><published>2009-01-04T10:42:00.003-02:00</published><updated>2009-01-04T10:46:55.406-02:00</updated><title type='text'>Escrevendo poesia: Negação Total</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;uma parte dela doía, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;uma parte que ela nem sabia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;existir dentro do peito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;e do lado esquerdo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;ficou um estreito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccffff;"&gt;buraco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5510200855335437212?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5510200855335437212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5510200855335437212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5510200855335437212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5510200855335437212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2009/01/eu-escrevendo-poesia-negao-total.html' title='Escrevendo poesia: Negação Total'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3031217279144285624</id><published>2008-12-21T17:44:00.012-02:00</published><updated>2009-02-27T11:44:40.791-03:00</updated><title type='text'>Rubem Fonseca pra viagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Finalmente volto à Faculadade. Me inebrio na incrível atmosfera de conhecimento, e apesar do desânimo de todos, um sorriso meu se destaca de genuína alegria e sinto novamente a euforia de ser estudante, de ser desafiado... Mas não é disso que falarei. Para voltar à horta da minha mente, pego um ônibus, esse ônibus leva no mínimo duas horas de viagem... Se incomoda? Já me acostumei, vale à pena, nesse ônibnus o ócio já me deu inúmeros presentes. Vozes minhas que contam estórias, constróem personagens e se calam quando há algo de bom para se ler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Nessa sexta-feira, uma amiga carregava consigo um livro de contos de um escritor que me fascinara alguns meses antes... Eu só tinha lido um conto de Rubem Fonseca. Não é preciso dizer que o livro obsceno&lt;em&gt; (digo obsceno pois trás à cena o que normalmente fica na parte de trás do palco)&lt;/em&gt; foi parar nas minhas mãos. Devorei os contos, e descobri que apesar de separados, seguem um fluxo contínuo dessa obscenidade, responsável por desconstruir as estratégias usadas para ignorar as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Secreções, Excreções e Desatinos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que nós, humanos, temos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Os contos são curtos e não perdem sua genialidade e maestria, são todos incomuns, falam de crenças que fingimos não ter, coisas que não temos orgulho de fazer ou pensar, e tem um ar de ficção que cai num quadro de como as pessoas são na vida real, onde o leitor pára de ler e dá um mudo sorriso. O que mais me fascina é a capacidade que ele tem de ser tão realista no discurso impróprio que ele não incomoda, não choca... O leitor só precisa saber como é o final. Um livro que não se lê, mas se devora, com todas as emoções que vêm ao ler o título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Queria saber escrever assim... Mas... se não posso ler a mim mesmo, posso ler o Rubem. Esse tal de Rubem Fonseca. Sonoro, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3031217279144285624?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3031217279144285624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3031217279144285624' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3031217279144285624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3031217279144285624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/12/recortes-de-secrees-excrees-e-desatinos.html' title='Rubem Fonseca pra viagem'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-5634209985842392075</id><published>2008-11-25T10:22:00.009-02:00</published><updated>2009-01-24T18:42:44.619-02:00</updated><title type='text'>O décimo quinto verso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;Era uma folha em branco. Não tinha muitos amigos, diziam que ela era vazia. Sentia-se vazia, via-se vazia. Era imaculada no entanto, e ninguém poderia negar isso. Ninguém negaria isso.&lt;br /&gt;O que a cercava era uma grande expectativa, porque nela caberia qualquer coisa. Palavra, imagem, pessoa, máquina, planos, plantas, rascunho... Ela era livre. Vaziamente livre. Podia ser nada, mas isso embasava todas as possibilidades. Possibilidade era melhor, muito melhor que ter uma função específica, previsível e perpétua.&lt;br /&gt;Era melhor do que ser uma crônica ou conto, cheio de adjetivos mal empregados. Não queria ser um desperdício. Queria ser importante, protegida por importância. Como uma foto de alguém morto. Ninguém é cruel com a foto de alguém morto. Mas não queria receber olhares piedosos. Já sonhara em ser poética e efêmera, como o primeiro verso de um poeta, mas sabia que esse primeiro verso teria um destino infeliz: lixo. Porque o verdadeiro artista vê que seu primeiro verso não passa de carbono bruto. Poderia ser o décimo quinto soneto de um poeta experiente, mas não via lirismo nessa opção segura. E a cada segundo de vazio via que não cabia a ela escolher o seu destino. Caminhos são para serem traçados, mas ela não faria escolhas, não era um viajante ou andarilho, estava perdida e presa, presa não sendo, sendo o caminho, esperando. Esperava ser traçada, afinal, estava em branco. Uma carta de amor acaba molhada por lágrima solitária, e morre na beleza da desilusão... Não sonhava esse fim. Queria viver para sempre... Mas ainda era nada. Branco.&lt;br /&gt;Ironicamente, tornou-se amarela ainda estando em branco, nada. Nenhum novo projeto, planta, máquina, palavra ou pessoa de peso começaria em uma folha amarelada, mesmo se em branco. Esperou infinitamente e numa terça-feira nublada viu-se preenchida. Nublado, ameaça de chuva. A criança, presa em casa, riscava com força o giz de cera sobre o amarelado, descontando a fúria da prisão. "Desenha uma casa bem bonita pra mamãe". Então ela seria uma casa... Nada mau, se a menina tivesse talento... Nunca quis ser uma casa de giz de cera, mas era melhor que rascunho... Folha de recados... E pensou na distância do flutuante vazio entre o que ela era e o que seria, quando tocada, seria outra, seria o que levasse do lado de fora..."Toma", e a menina a entregou para a mãe. Não teve tempo de entender o que era antes de ser amassada e arremessada na lixeira, então a voz da mulher se afastou, cada vez mais furiosa, e antes de perder a consciência..."Sou um rabisco".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-5634209985842392075?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/5634209985842392075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=5634209985842392075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5634209985842392075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/5634209985842392075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/11/o-dcimo-quinto-verso.html' title='O décimo quinto verso'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-6723916981003501223</id><published>2008-10-29T16:38:00.002-02:00</published><updated>2008-10-29T16:46:41.835-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff6666;"&gt;É hora de mudar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff6666;"&gt;Tenho ouvido, visto, sentido muito isso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff6666;"&gt;Mudar, mudar... Mudança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Para mim, as mudanças acontecem todos os dias, mas não vou &lt;em&gt;me &lt;/em&gt;mudar agora, não de curso, nem de emprego, nem de cabelo... nada visível, nada tocável. Mudança. Está em toda  a parte. Em todo o novo segundo, em cada "tique", cada "taque"... Eu não vou mudar tão cedo, mas faço novos planos, e planos são sempre inúteis, apesar de divertidos, e vou me entretendo conforme o tempo vai sendo arrancado de mim... Só me resta esperar pelo novo, queria que isso não fosse verdade, mas agora, na minha vida inerte, é &lt;em&gt;tempo de esperar&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-6723916981003501223?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/6723916981003501223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=6723916981003501223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/6723916981003501223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/6723916981003501223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/10/hora-de-mudar.html' title=''/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3356320153839887876</id><published>2008-09-04T14:09:00.003-03:00</published><updated>2008-09-12T12:42:09.140-03:00</updated><title type='text'>O não dito</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Lingüística:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Linguagem X Língua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Linguagem: Gestos, olhares, sons, intonação, e às vezes palavras também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;Língua: Forma de organizar a Linguagem em um sistema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As vezes o silêncio é parte da linguagem. O silêncio diz... Mas ainda não descobri o quê&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3356320153839887876?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3356320153839887876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3356320153839887876' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3356320153839887876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3356320153839887876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/09/lingstica-linguagem-x-lngua-linguagem.html' title='O não dito'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3885178318088690041</id><published>2008-09-02T17:27:00.007-03:00</published><updated>2008-09-12T13:05:04.576-03:00</updated><title type='text'>Passageiro de corredor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Descobri que gosto de andar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que o tempo está mais curto, e, cada vez menos eu escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando estou nos ô&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;nibus&lt;/span&gt; da minha vida, eu paro e penso. Talvez por isso não seja passageiro de janela, mas de corredor. Egoísta que sou, olho para a paisagem interna a mim, as metamorfoses diárias, as conclusões que florescem para depois dar frutos, e, por um momento, eu escrevo uma frase no caderno mental: "ela era como um pássaro negro"... e veja só: o "era" de novo... Como sou previsível a mim mesmo... Mas, ainda gosto do que escrevo. Penso: "não posso esquecer essa frase..." E negrito no caderno mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fragmento de conto ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um enredo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;personagem&lt;/span&gt;, bem ali... Na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ficaram sem tempo... E eu também. Mas ainda tenho um caderno. E você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3885178318088690041?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3885178318088690041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3885178318088690041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3885178318088690041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3885178318088690041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/09/descobri-que-gosto-de-andar-de-nibus.html' title='Passageiro de corredor'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-3469120070575563637</id><published>2008-08-19T11:14:00.007-03:00</published><updated>2008-11-25T10:20:11.496-02:00</updated><title type='text'>Feel-the-Song-moment</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Um homem de voz de veludo fala comigo. As batidas no peito seguem ritmo de balada norte-americana. Você está comigo. Música de final de filme triste. Recomeço pós-fim, que emociona daquele jeito bonito e bobo. E você se dá até que não sobre nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;A lágrima escorre, e se houvesse uma pessoa ao seu lado, seguraria a sua mão, e acharia bonito ver você chorando, por não saber que a lágrima sai por não caber em si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Há um peso no peito que a música leva como um vento desenhado, como estar com as mãos para fora de um carro em alta velocidade. Ser o carro, ser a velocidade. E eu já não posso viver... com, sem você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;___________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;em&gt;A man with a velvet voice speaks to me. The heartbeats in an american ballad rhythm. You are with me. The song is from the end of a sad movie. Restart after an end, that gets us emotional in that amazing silly way. And you give yourself away.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;em&gt;The tear runs through your face, and if there was a person beside you, he/she would hold your hand, and would find it beautiful to see you cry, not knowing that the tear only falls for not fitting itself.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;There is a weight in the chest that the song carries away like a drawn wind, like having your hands out the window of a car in high speed. Be the car, be the speed . I can't live... with, without you...&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-3469120070575563637?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/3469120070575563637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=3469120070575563637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3469120070575563637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/3469120070575563637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/08/com-ou-sem-voc.html' title='Feel-the-Song-moment'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-4784859552855315829</id><published>2008-08-18T11:53:00.002-03:00</published><updated>2008-08-18T11:55:12.645-03:00</updated><title type='text'>Juíz de si mesmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Sobre as pessoas:&lt;br /&gt;Somos todos imperfeitos. Devemos, no entanto, saber como lidar com a consciência de nossas falhas sem conformar-nos com elas. Começa com humildade. Com a busca de tornar-se um ser melhor antes mesmo de exigir o melhor dos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Muitas pessoas ressaltam os defeitos dos outros para enfatizar as próprias qualidades. A idéia é essa, mas isso não acontece. É um cilclo. Há um sentimento de superioridade temporário, mas à longo prazo, nos encontramos numa sociedade que não perdoa ninguém, e a culpa invisível cai em nossos ombros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;A verdade é que todos cometemos erros. Grandes erros. Todos julgamos nossos próximos. Mas, talvez, em outra ocasião, venhamos a cometer o mesmo erro que julgamos imperdoável. E, adivinhe só: a nós mesmos, perdoaremos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Sempre tento não julgar as pessoas. Admito que é muito difícil, mas tentar me colocar no lugar dos outros é um exercício diário. E compensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-4784859552855315829?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/4784859552855315829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=4784859552855315829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4784859552855315829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/4784859552855315829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/08/juz-de-si-mesmo.html' title='Juíz de si mesmo'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-109710236447393948</id><published>2008-08-08T17:34:00.002-03:00</published><updated>2008-08-15T03:06:12.670-03:00</updated><title type='text'>Impessoal?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Dizem que o escritor (o artista) não é dono da sua obra. Ensinam isso na faculdade de Letras. Quando Carlos Drummond disse que sua preciosa &lt;em&gt;pedra no caminho&lt;/em&gt; era somente uma pedra, denotativa mesmo, um mineral, isso não mudou a visão dos teóricos. Claro que existem formas de ver, de interpretar.&lt;/span&gt; Alguns pensam que se o autor não é o dono de sua obra, qualquer interpretação é válida. Obviamente, essa argumentação é inválida, pois a interpretação livre é, também, controlada. Assim como antes me disseram para não estudar a obra baseando-se na vida do autor. Mas ainda sim, alguns reflexos pessoais são inegáveis. Não descobri ainda porque isso me incomoda tanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;No meio do caminho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;"No meio do caminho tinha uma pedra &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;tinha uma pedra no meio do caminho &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;tinha uma pedra &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;br /&gt;Nunca me esquecerei desse acontecimento &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;na vida de minhas retinas tão fatigadas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Nunca me esquecerei que no meio do caminho &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;tinha uma pedra &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;tinha uma pedra no meio do caminho &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;no meio do caminho tinha uma pedra"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;Existem duas formas de entender o poema, certo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;O caminho poderia ser uma rua, ou a representação da vida. A pedra poderia ser um desafio, um inconveniente, ou o único aspecto a ser lembrado nesse caminho, dessa rua na qual não se enxerga nada além de uma pedra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;O ponto é que não acho que exista literatura impessoal. E ao mesmo tempo, a literatura não é psicografia. É um trabalho. E é realmente inegável que há mais de uma interpretação. Quando descobrimos uma segunda interpreteção que cabe naquilo que escrevemos é uma surpresa boa. Significa que o texto é rico. Que há espaço para mais, sem ser sufocante naquilo que queremos, sem ser solto a ponto de fugir do que pensávamos em escrever. Eu me avalio duas vezes. Sou escritor, mas, mais do que escrever, eu leio. Leio sempre e repetidas vezes a mim mesmo. E a cada releitura me desgosto mais, vou ficando mais chato, implicante, crítico, e se há paciência, trabalho, lapido o texto, se não há, guardo o rascunho, escondendo a pedra bruta do mundo, é só a mostro lapidada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;Se acredito em inspiração? Não existo sem ela. Às vezes o texto vem, pronto na cabeça, sei o que e como escrever, mas sem inspiração ele não sai, estaca. As palavras não fluem em riacho, ficam em poça rasa. Inspiração ajuda muito, e ao mesmo tempo, a literatura é trabalho, a arte é pensada e medida, é um fruto. Mas esse fruto não paira no ar, ele precisa de uma árvore, de um caule. "&lt;em&gt;An apple doesn't fall too far from it's tree"&lt;/em&gt; um filho não pode ser muito diferente do pai. "&lt;em&gt;Um fruto não cai muito distante de sua árvore&lt;/em&gt;", e um texto não vai muito além de seu criador. O texto pode não ter semelhança com seu autor, mas tem um DNA. Eu, por exemplo, uso a palavra "era" o tempo todo. Já me disseram que são muitos verbos, que fica pesado. E esse meu pretérito imperfeito é uma chave sem ser chavão. É narrativa do momento que mal acaba de passar, quase presente pairando no ar... O corte já foi feito, mas ainda dói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;"era um pôr-do-sol..."; "era o momento" ; "era uma ressaca sem cheiro"; "era agora..."; "era..."; "era..."; "era..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#009900;"&gt;Faz parte do meu escrever. O estilo Machadiano tem traços fortíssimos, o meu tem "era". Escrever literatura é um prazer para os escrivões/escritores, escrever uma dissertação, um artigo, uma resenha... Isso é necessidade, é seguir um padrão. Literatura é fazer o seu padrão. O meu começa com "era...", e não tem nada de impessoal. Suar encima de um texto para que ele seja seu, suar por prazer não tem nada de impessoal. Nada mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-109710236447393948?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/109710236447393948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=109710236447393948' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/109710236447393948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/109710236447393948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/08/impessoal.html' title='Impessoal?'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-286933333824256816.post-2042596283348656630</id><published>2008-08-08T12:12:00.000-03:00</published><updated>2008-08-08T12:41:42.720-03:00</updated><title type='text'>Suando Frio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#00cccc;"&gt;Não se dorme. O peso do corpo inteiro sobre o braço. Normalmente é confortável assim, deitar de lado. Devo pesar demais. Incomoda. Olhos para o teto. Cabeça apoiada, teoricamente tudo certo. Desconforto, ainda. O ventilador de teto está ligado. É daqueles que só tem duas pás, ventila, tudo certo. Sinto frio, o cobertor é de lã, aquece, como deveria ser. O corpo transpira, incomodado. Sem o cobertor é frio. Desconforto. Eu poderia desligar o ventilador, e abdicar o cobertor de lã, só que é estranho dormir sem ter nada cobrindo a gente...&lt;br /&gt;Estranho. Não se dorme, o corpo fatigado, a mente exausta. A cabeça torturando o corpo, parece que, se eu realmente devesse dormir já teria dormido. É o meu corpo, e está exausto, gasto, carente de inércia, ou cansado pela inércia. Já dormi no chão, no calor, no frio... Cochilei em sala de aula, em banco de praça às quatro da manhã... já dormi com a luz acesa, com o som ligado, sem querer, sem precisar.&lt;br /&gt;Preciso agora e não me vejo capaz. A culpa é minha. Contradigo as necessidades do meu corpo, subconsciente... culpa inegavelmente minha... o corpo é o meu, o sono também, se eu pego um livro pra ler, os olhos fecham, "involuntariamente", mas quando apago a luz e me deito de lado para dormir não consigo. O fluxo de pensamentos é espesso como a água de um rio lamacento, é há o barulho da água batendo nas pedras, nas perdas... Perdas.&lt;br /&gt;Culpa minha. Vai ver é por isso que não consigo dormir. O peso da vida inteira sobre o braço. O mal-estar de suor por baixo da lã e por cima da pele. O mal estar da culpa por baixo da pele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/286933333824256816-2042596283348656630?l=peixenaagua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peixenaagua.blogspot.com/feeds/2042596283348656630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=286933333824256816&amp;postID=2042596283348656630' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2042596283348656630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/286933333824256816/posts/default/2042596283348656630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peixenaagua.blogspot.com/2008/08/suando-frio.html' title='Suando Frio'/><author><name>Vicentini; Luiza.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14207077827449678125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://1.bp.blogspot.com/_GYMp47-x1hQ/SuuUXfgCS7I/AAAAAAAAAM8/m9vSbLiGJq0/S220/1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
