sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Objeto Não Identificado

Eu estava lendo. Ou achava que sim. A cabeça inclinada e os olhos na direção das letras, de alguma forma a minha mente se concentrava em algo que eu não sabia o que era, que meu subconsciente escondia de mim. Foi depois que meus olhos começaram a arder levemente que eu percebi que não pensava em nada, nada que eu pudesse dizer o que era. Um espaço branco. Eu não sabia quanto tempo tinha durado a minha falta de consciência, quanto tempo tinha durado essa inexistência minha no mundo. O que era aquilo? Aquele fenômeno magnífico e incontrolável que me tirava de frequência, que me tirava do mundo enquanto eu estava sozinha. Ausência.
Demorou alguns instantes para que eu voltasse à realidade. Onde eu estava? Meus olhos tinham escorrido por toda a página mas eu só tinha realmente lido o início. Não sabia o que tinha acontecido comigo, para onde eu tinha ido. Eu tinha morrido. Eu tinha sido ausência, falta de consciência entorpecida e não identificável, nem mesmo por mim. Não doeu nada, nem existiu.

3 comentários:

Gui disse...

Experiência maravilhosa! Nunca passei por ela, mas sinto um quê de inveja ou coisa parecida. Como dever ser encantador estar por um instante que seja, completamente desplugado de tudo e não haver asbsurdamente nada o que pensar. Chega a atingir as vias do inconsebível! A morte não é uma possibilidade completamente absurda para responder a este estado. Não sei. Como pode a mente, que tem sua função no pensamento abster-se de sua razão de viver?! Isso me intriga, fascina e assusta! J., se isso voltar a acontecer, observe e escreva uma cartilha de como chegar a este estado, mas contece que se parar pra analisar estará pensando. Então simplesmente viva o momento e conte depois.

a_rosa disse...

isso é verédico amega? Cara, dá um super conto da Lu!

Eu nunca consegui pensar no nada, embora agente semrpe diga: "queria tirar tudo da cabeça agora", acho que é impossível mesmo, pelo menos pra mim! ;/

Vejo Guilherme acima já escrevendo a continuação de seu conto ioauauoauoauuaio

beijos!

Gabriel disse...

Esse é sem dúvida o meu conto preferido!
Por mais que a Diana seja única, eu gosto desse... não sei pq, mas eu adoro esse conto!
Bjs Lú
Não seja assim... Mude sempre!